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"Empresas têm um grande poder de movimentar o cenário e acelerar a recuperação econômica", diz Cesar Pancinha

“A economia é feita de ciclos e quem não estiver pronto para quando ela tomar o caminho do crescimento vai ficar para trás.” Essa foi a ideia central apresentada por Cesar Pancinha, especialista em Neurociência e em Gestão de Negócios, que comandou o Café com Lojistas desta segunda-feira (10), realizado na Arena uMov.me, com o tema “Varejo 3.0: depois da crise”. Pancinha iniciou sua apresentação dando um panorama da economia e ressaltando que, independentemente de o governo agir ou não para tirar o País da crise, as empresas também devem fazer a sua parte.

De acordo com o palestrante, apesar da certeza de que os ciclos econômicos estão ligados aos ciclos políticos, o grande dilema do varejo não é esse, mas sim entender o comportamento do consumidor e responder à altura do que ele espera. “O consumidor está cada vez mais consciente, valorizando o sustentável e considerando a experiência acima de tudo. E as lojas que não o colocarem no centro de todo o negócio vão ficar para trás”, ressaltou.

Atenção para velhos problemas e foco no atendimento

Apesar do aumento do uso da tecnologia para amparar a atuação do varejo, o consumidor ainda valoriza o essencial: o atendimento que recebe das marcas. Por isso, 94% dos clientes perdidos deixam de comprar por questões de relacionamento. “Chegamos a um ponto onde as pessoas preferem ser atendidas por robôs, de tão baixo que é o nível de atendimento no varejo no geral”, afirmou. Por esse motivo, Pancinha reforçou que é preciso treinar cada vez mais as pessoas e compreender a necessidade de mudar a venda de produtos pela venda de experiência para o cliente: "Experiência é a soma da disponibilidade, do preço, do produto e do serviço. É o que gera valor para algo."

E até mesmo marcas consolidadas, com anos de mercado, precisam reavaliar seus processos e até o foco do negócio para se manterem atuais nesse mundo de constante transformação. “Os grandes desafios dessa era são: desligar o automático, assumir o protagonismo e, mais do que entender a necessidade da mudança, mudar. E mudar agora”, finalizou.