Aumenta poder de emergentes no FMI

Sem ação concreta para serenar a guerra cambial, ministros do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos e em desenvolvimento), reunidos na Coreia do Sul, aprovaram reforma no Fundo Monetário Internacional (FMI)….

Sem ação concreta para serenar a guerra cambial, ministros do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos e em desenvolvimento), reunidos na Coreia do Sul, aprovaram reforma no Fundo Monetário Internacional (FMI). Antigo pleito do Brasil, a mudança fará o país saltar do 14º para o 10º lugar entre as nações com voto, passando Canadá, Holanda, Bélgica e Arábia Saudita.

Uma prova de que emergentes devem ganhar espaço no FMI é que das 10 primeiras posições no conselho, seis ficarão com países desenvolvidos e quatro com os integrantes do Bric – sigla para Brasil, Rússia, Índia e China. O diretor-gerente do Fundo, o francês Dominique Strauss-Kahn, disse que essa é “a reforma mais importante já adotada pelo FMI”. – É um acordo histórico – acrescentou, lembrando que ainda é uma proposta que precisará ser apresentada ao conselho de administração do Fundo.

Na avaliação dos participantes do G-20, o acordo outorga um maior peso aos países emergentes e em desenvolvimento no FMI, para torná-lo “mais efetivo, crível e legitimado”. Os ministros de Finanças do grupo também se mostraram a favor de proteger a “margem de voto dos mais pobres” no diretório executivo, de 24 membros e no qual a Europa cederá dois assentos.

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