Venda parcelada retorna com juros mais altos

Impulsionadora do comércio no período pré-crise, a venda parcelada reaparece no mercado de consumo com prazos quase tão longos quanto antes, mas com juros mais elevados. Em agosto, antes de a crise…

Impulsionadora do comércio no período pré-crise, a venda parcelada reaparece no mercado de consumo com prazos quase tão longos quanto antes, mas com juros mais elevados. Em agosto, antes de a crise financeira internacional endurecer, bens duráveis eram comprados a perder de vista, com juros que chegavam a 18,7% ao ano, no caso de veículos, e 45,1% ao ano para artigos de varejo, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A distensão dos financiamentos ao consumidor vem acompanhada de juros encorpados. Em janeiro, as taxas já estavam em 23,2% e 54,2%, respectivamente. O financiamento de automóveis, que chegou a ser feito em 84 meses durante a explosão de consumo, encolheu para 36 meses em outubro. Estudo do consultor Roberto Luis Troster indica que as taxas subiram depois da crise. Chegaram ao ápice em dezembro, quando bens de varejo eram financiados com juros anuais de 60,7%. Em janeiro, houve um ligeiro recuo nas taxas, à exceção dos automóveis, que mantiveram o nível de dezembro.

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