Abav prevê alta de 12% nas viagens graças às classes C e D

As perspectivas para o setor do turismo são as melhores neste ano. A queda do dólar, que estimula a venda de pacotes internacionais, a abertura de novas rotas aéreas e a ascensão das classes C e D, que…

As perspectivas para o setor do turismo são as melhores neste ano. A queda do dólar, que estimula a venda de pacotes internacionais, a abertura de novas rotas aéreas e a ascensão das classes C e D, que formam um contingente de 30 milhões de novos consumidores, levam o segmento a prever uma elevação de negócios acima do Produto Interno Bruto (PIB).

Ontem durante a abertura da 38ª edição do Congresso Brasileiro de Agências de Viagens (Abav 2010) e Feira das Américas, no Rio de Janeiro, o ministro do Turismo, Luiz Barretto, anunciou a projeção de crescimento de 12% nos negócios, enquanto a estimativa do PIB nacional é de expansão entre 7% e 8% em 2010. “As vendas estão em alta, todas as etapas da cadeia estão fazendo sua parte para os negócios melhorarem, e certamente teremos um grande verão”, disse. Para o ministro, as novas parcerias traçadas entre companhias do trade, a ampliação das fontes de financiamento, como os contratos recentes assinados entre Caixa Econômica Federal e agências, e os programas governamentais explicam esta elevação.

O turismo internacional também vem dando grande contribuição ao setor no País. De acordo com Barretto, a recepção de turistas de outros países se elevará em 10% neste ano, gerando uma movimentação financeira de aproximadamente US$ 6 bilhões. Mas, ressalta, o grande desafio das agências é atender aos anseios da chamada nova classe média, oferecendo um suporte adequado ao cliente e buscando uma aproximação que o ajude a desvendar as novidades do turismo. Outro grande desafio são os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Para Barretto, é necessário gerar mais preparação de mão de obra qualificada para atender aos turistas durante o evento.

Apesar de o dueto Copa/Olimpíadas chamar a atenção dos expositores da Feira das Américas, o assunto recorrente nas rodadas de negócios, nos discursos de autoridade e no Congresso Brasileiro das Agências de Viagem, que ocorre simultaneamente à Abav 2010 até sexta-feira, é mesmo a nova classe média. A chegada ao mercado de consumo de milhares de pessoas que nunca pisaram em um aeroporto ou compraram pacotes de férias lança às agências e operadoras o desafio de oferecer produtos e serviços dentro de suas necessidades e possibilidades financeiras.
De acordo com Carlos Alberto Amorim Ferreira, presidente da Abav, o segmento está se organizando para atender a este cliente da melhor forma. Para Ferreira, as empresas do setor têm feito novos negócios com o turismo receptivo e buscado diferenciais para conquistarem os clientes.

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