Aumento de vendas e expectativa para o feriadão empolgam expositores

A chuva que alagou o Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (11) não parece ter abalado os livreiros da 59ª Feira do Livro de Porto Alegre. Apesar de relatarem terem a necessidade de fechar algumas horas antes…

A chuva que alagou o Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (11) não parece ter abalado os livreiros da 59ª Feira do Livro de Porto Alegre. Apesar de relatarem terem a necessidade de fechar algumas horas antes do horário normal – às 18h, ao invés de às 21h – e em alguns casos terem aberto mais tarde, os vendedores comemoram alta nas vendas e esperam aumento no movimento para o feriadão.

Nos dez primeiros dias de Feira, desde a abertura até este domingo (10), foram vendidos 233.598 exemplares, o que representa um aumento de 4% em relação ao mesmo período do evento no ano passado. O maior crescimento registrado foi na Área Geral, onde houve alta de 14% nessa edição. Krishna Chiminazzo, vendedora da Tomo Editorial, observou o aumento nas vendas e no movimento em geral. “Até mesmo na abertura houve mais movimento, deu para perceber desde o início”, relata. O estande vende apenas livros da própria editora, que tem como ênfase publicações na área de ciências humanas e já participa da Feira há pelo menos dez anos.

Krishna conta que as publicações mais procuradas são as da coleção infantil Filosofinhos, que explica de forma simples as ideias e trajetória de pensadores diversos, como René Descartes, Sigmund Freud e Sócrates. “Tem gente que já conhece e vem todos os anos procurar o livro novo da série”, afirma. Na editora FTD, na Área Infantil, também uma coleção com personagens conhecidos foi a mais vendida: os livros Turma da Mônica foram os mais procurados. Apesar de ter sido registrada uma queda de 26% das vendas, Jacira Correa, livreira da FTD há 24 anos, não sentiu prejuízo. “Acho que foi melhor para nós ter saído do Cais do Porto e vindo para mais perto das outras áreas”, observa.

No estande da editora Taschen, na Área Internacional, a obra mais procurada foi O Gênesis, do fotógrafo Sebastião Salgado. “Trouxemos quarenta unidades e todas já foram vendidas”, relata a vendedora Márcia fontoura, que trabalha na editora há cinco anos. Ela diz também ter percebido um aumento no movimento, pelo menos para a editora. Os dados oficiais da Feira mostram uma queda de 30% nas vendas na Área Internacional.
Expectativa para feriadão

Fábio de Oliveira Silveira, livreiro da editora Imprensa Livre, não sentiu o aumento registrado na Área Geral. “Acredito que a divulgação da Feira tenha sido mais fraca, senti o movimento mais baixo”, relata. Ele, que participa há sete anos do evento, confia no feriado de sexta-feira (15) aliado ao final de semana para que aumente a circulação de pessoas e as vendas. “Existe a expectativa, até porque mais pessoas já ouviram falar e porque muita gente deixa para a última hora”, torce.

A experiente Jacira Correa concorda: “Eu sei pelos feriados em outros anos em que trabalhei aqui que o público aumenta, as vendas vão aumentar”. Os livreiros garantem que o feriadão é uma boa oportunidade para que o movimento cresça. Márcia Fontoura conta que a Taschen pediu para sexta-feira e o final de semana a reposição de vários livros que esgotaram. “Espero que aumente o movimento mesmo, se não vamos ter prejuízo com o frete”, brinca.

A Feira, composta por 140 estandes, a maioria na Praça da Alfândega, fica aberta até o próximo domingo (17), das 9h30 às 21h. No feriado de sexta-feira, os horários permanecem os mesmos.[

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