Banco Central pode tomar novas medidas cambiais

Tombini diz que governo está focado no combate à inflação e atento ao ingresso de capital
A valorização do real frente ao dólar – de 1,96% em março e de 2,15% no primeiro trimestre – preocupa o…

Tombini diz que governo está focado no combate à inflação e atento ao ingresso de capital
A valorização do real frente ao dólar – de 1,96% em março e de 2,15% no primeiro trimestre – preocupa o governo. Ontem, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que tomará novas medidas para conter a volatilidade do câmbio, se for preciso.

Em reunião com deputados da Comissão de Finanças e Tributação, Tombini reforçou que o governo está focado no combate à inflação e atento ao ingresso de capital especulativo no país. O dólar fechou a quinta-feira a R$ 1,6310, patamar semelhante ao de agosto de 2008.

Durante o encontro, também foi discutida a expectativa de aumento da inflação, que deve ser um pouco superior a 5% em 2011, e deve perder ritmo a partir do terceiro trimestre. Conforme Tombini falou aos parlamentares, a inflação está sendo impactada por um aumento temporário das commodities, ou seja, dos preços de produtos primários definidos pelo mercado internacional.

No balanço do encerramento do primeiro trimestre, diferentes índices perderam terreno para a inflação, mostrando que os investidores estão enfrentando um ano desafiador. Nem poupança, nem dólar, nem o índice da Bolsa de São Paulo (Bovespa) conseguiram bater a inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) no primeiro trimestre.

A caderneta de poupança, aplicação mais popular do país, teve rentabilidade de 1,74% no trimestre, insuficiente para proteger o dinheiro do trabalhador de uma inflação acumulada de 2,43% neste ano, conforme o IGP-M (os dados do IPCA, referência do BC, ainda não foram divulgados).

Mas o pior ficou reservado para quem investiu em aplicações consideradas de maior risco. O Ibovespa, termômetro da bolsa e referência para os fundos de renda variável, amarga perda de 1,04% no trimestre. O dólar caiu 2,1% até março, e o ouro, 4,4%. – A bolsa deve continuar patinando, correndo risco de mais perdas – diz Miguel Daoud, analista da Global Financial Advisor.

Para combater a inflação, o governo teria de subir ainda mais os juros, apesar da ênfase declarada nas medidas macroprudenciais. E, historicamente, juros mais altos não favorecem aplicações no mercado acionário. E também atraem mais capital externo, o que costuma derrubar as cotações da moeda norte-americana. Lá fora, no entanto, o quadro foi bem diferente: a Bolsa de Nova York se valorizou em 6,4% até março, seu melhor desempenho desde 1998, com a perspectiva de retomada da economia.

Na Bovespa, ações da Vale recuam e da Petrobras, sobem

Para Fábio Colombo, administrador de investimentos, além dos fatores internos, os desastres no Japão e conflitos na Líbia deixam os mercados sem rumo definido. Paulo Levy, diretor da corretora Icap, disse que a Bovespa pode começar a melhorar com vigor a partir do segundo semestre: – Até lá veremos o mercado andar de lado, como foi até agora. Na Bovespa, parte deste recuo se deve à má performance dos papéis da mineradora Vale – que no trimestre tem recuo de 1,69%. As ações preferenciais da Petrobras, no entanto, aparecem como mola de propulsão do índice com alta de 5,04% nos primeiros meses do ano.

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