Brasil se firma como fonte de tendências em moda

O mundo está de olho na moda feita no Brasil. Depois de anos copiando as tendências do mercado externo, a indústria têxtil e de confecção está se firmando como um grande produtor de novidades. Segundo a…

O mundo está de olho na moda feita no Brasil. Depois de anos copiando as tendências do mercado externo, a indústria têxtil e de confecção está se firmando como um grande produtor de novidades. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor têxtil deve crescer 3,5% em 2011, enquanto o de confecção vai ter alta de 4% e o varejo, 6%. Em 2010, o faturamento foi de US$ 52 bilhões, ante US$ 47,6 bilhões em 2009. Segundo a entidade, o Brasil está entre os 10 principais mercados da indústria têxtil mundial e entre os cinco principais produtores de confecção. São mais de 30 mil empresas nos setores têxtil e de confecção, gerando 8 milhões de empregos diretos e indiretos.

Para acompanhar este crescimento, a indústria tem investido na modernização dos maquinários e na melhoria da produtividade. “”Somente o setor de confecção fez um aporte de R$ 2 bilhões em 2010″”, diz o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho. Ele participou da abertura da terceira edição do Première Brasil, realizada ontem no Transamérica Expo Center, em São Paulo. O evento, que se encerra hoje, apresenta os principais lançamentos da Coleção Primavera/Verão 2012 em tecidos, fios, fibras e acessórios e é organizado pelo Première Vision Paris, em parceria com a brasileira Fragga Eventos.

Um reflexo direto deste crescimento do mercado interno está no número de expositores do Première Brasil, que passou de 67 na primeira edição para 108 neste ano. Além do Brasil, participam 11 países: Alemanha, Áustria, Bulgária, Chile, Espanha, França, Holanda, Itália, Turquia, Inglaterra e Uruguai. “”Temos o sonho de que o Brasil seja não somente campeão mundial no futebol, mas também na moda””, projeta o diretor-geral do Première Vision Paris, Jacques Brunel. Segundo ele, o Brasil foi escolhido para sediar o evento por sua relevância no Hemisfério Sul. “”Nos chamou a atenção o ritmo de crescimento do País e o dinamismo da indústria. A Austrália e a África do Sul, por exemplo, não são especializadas nem em moda, nem em indústria têxtil””, ressalta Brunel.

Pascaline Wilhelm, diretora de moda do Première Vision Paris, explica que muito antes de cada edição, a equipe organiza encontros com os melhores profissionais internacionais para analisar e decifrar as tendências para cada estação. Em seguida, o material é apresentado aos compradores com exclusividade. No evento brasileiro, a informação é passada por meio do Fórum, da Cartela de Cores e da Conferência de Moda. “”Para esta terceira edição, a equipe de moda convidou os compradores latino-americanos para conhecerem as peculiaridades dessa temporada, uma estação que evoca leveza e movimento, com fortes influências antagônicas””, explica Pascaline.

Fabricantes apresentam os lançamentos para o verão 2012

Entre os expositores presentes está a Miroglio do Brasil Têxtil, especializada na criação de estampas do grupo italiano Miroglio. Participante desde a primeira edição brasileira da Première Vision, a empresa criou com exclusividade para o mercado brasileiro mais de 150 estampas, todas muito alegres, com florais, cores quentes, tons de amarelo, vermelho e verde, estampas marcadas por folhagens densas e temas retrôs dos anos 1960 e 1970, além de imagens mixadas de penas e asas de animais. “”Esperamos crescer pelo menos 40% em relação à última edição. Estamos presentes em 60 países e o Brasil é uma nova iniciativa, pois está crescendo bem””, projeta o diretor Giovanni Barroero.

O executivo explica que a empresa, com sede em Alba, é um dos maiores grupos têxteis do mundo e líder de mercado na Europa, detentora de clientes como Zara, Benetton e H&M. Entre seus clientes brasileiros estão as marcas M.Officer, Redley, Morena Rosa e Mob. Com um faturamento de € 930 milhões, emprega 11 mil funcionários e tem capacidade de produção anual de 20 milhões de quilos de fios, 30 milhões de metros de tecidos e 25 milhões de metros de papel transfer para estampa em sublimação.

Outra empresa que está expondo é a RenauxView, de Brusque, Santa Catarina. Com 85 anos de mercado, a empresa trouxe para o evento uma coleção de fios tintos e lisos e jacquards, produzidos pela primeira vez com foco em moda. De acordo com o presidente Armando Hess de Souza, uma das metas para 2011 é abocanhar a liderança mundial em soluções diferenciadas de moda para o mercado têxtil. Para isso, a empresa abriu, há dois meses, um núcleo de estamparia no Rio de Janeiro. “”Investimos em exclusividade, novidades e agregamos valor aos tecidos””, diz Souza. No Rio Grande do Sul, a RenauxView tem dois representantes e atende a empresas como 3 e Já, Carla Carlim, Tok Roupas Femininas, Rabusch, Espírito Santo e Tevah.

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