Campanha busca o apoio de entidades e população

Rio Grande do Sim quer definir temas para mudar atitude dos gaúchos

Lideranças empresariais e da Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil (ADVB-RS) destacaram ontem, na sede da Federasul, em Porto Alegre, a meta de definir temas a serem focados na campanha Rio Grande do Sim. A iniciativa, que começou a ser construída pela ADVB-RS há um ano, foi lançada em agosto, e busca apoios em entidades de classe da área econômica e vinculadas a organizações da sociedade civil para provocar uma mudança de atitude. Pauta do Tá na Mesa, promovido pela Federasul, a campanha está na fase do engajamento, segundo seus defensores. Uma primeira ação está agendada para 13 de outubro, com uma caminhada que partirá da sede da ADVB-RS, às margens do Guaíba.

O presidente da ADVB-RS, Telmo Costa, o presidente do grupo Vonpar, Ricardo Vontobel, e o diretor-presidente da Fras-le, Daniel Randon, ressaltaram que a ação nasceu para ser um movimento de cada um, individualmente, independente de governos ou partidos. Educação e infraestrutura devem ser áreas de prioridade de discussão de projetos. Segundo Costa, a intenção é atrair mais organizações. Já foram feitos encontros com as câmaras de comércio Brasil-Alemanha e americana, a Farsul e a Fiergs. O presidente da ADVB-RS citou que mais entidades serão procuradas, entre elas sindicatos de trabalhadores. “O Estado cresceu, adquiriu personalidade, mas chegamos a um ponto em que algumas coisas históricas estão nos amarrando um pouco”, identificou Costa.

Para o representante da entidade que criou a ação, as conversas buscam um consenso. Para os adeptos, a meta é recolocar o Estado como referência no País. Costa lembrou que a próxima etapa, chamada de inspiração, busca formar o conteúdo para uma mudança. Logo depois, a expectativa é de gerar ações práticas. Os cidadãos são mobilizados principalmente por meio de redes sociais. A página da campanha já teria mais de 38 mil seguidores. “A meta agora é transformar em algo público e, depois, buscar meios de transformar em ação”, delineou o presidente da ADVB-RS.

Questionado sobre o desempenho do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que avançou 15% no segundo trimestre do ano, como fato positivo, Costa ponderou que o desempenho, “que é fantástico”, teve relação com a ausência de estiagem e citou que é preciso reduzir problemas que impedem maior desenvolvimento da agricultura, pilar da economia gaúcha. “Vamos sair de um imediatismo do PIB e olhar para médio e longo prazo”, provocou Costa. Ele apontou ainda gargalos como o problema com a neblina no Aeroporto Internacional Salgado Filho e cobrou quando será feita a revitalização do Cais Mauá. “São todas coisas simples e bem objetivas. O Cais do Porto vai sair ou não vai? Quando? Em que formato? São algumas questões estruturais.”

Vontobel lembrou que o Estado deixou de ser liderança em indicadores nacionais, como educação, saúde e infraestrutura, que eram a “fortaleza” local. “Temos de ser o Estado que cresce e vê as coisas de forma positiva, que busca no passado a sua fortaleza, mas olha o futuro como desafio maior”, definiu o presidente da Vonpar, que citou casos em que a polarização geraria mais dificuldades e travas ao crescimento, como o impacto de obras para o ambiente e que colocaram o corte de árvores como centro da discussão. “Ter perspectiva de futuro diferente do que foi o nosso passado mais recente, não o mais longínquo, que foi um grande passado”, diferenciou o empresário de alimentos e bebidas.

O diretor-presidente da Fras-le (grupo Randon), Daniel Randon, fez coro sobre a necessidade de mudança em comportamentos e de busca de convergência, na qual o executivo insere o setor empresarial. “Para mudar o cenário, tem de superar as divergências. O primeiro movimento é de conscientização”, ressaltou o diretor-presidente da Fras-le, que aposta na definição de um plano para os próximos anos. Randon também reconheceu que há medidas do setor governamental para incentivo à inovação e atração de investimentos. Acionista de um dos grupos mais internacionalizados do Estado, Randon destacou a maior proximidade entre empresas e universidades. “Existe uma agenda positiva do governo federal e estadual para atrair capital e investir em inovação. Isso é fundamental para elevar a produtividade”, demarcou o empresário.

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