Capital tem menor desemprego para janeiro em 22 anos, aponta FEE

Porto Alegre foi a única região com redução na taxa, que ficou em 5,7%

Porto Alegre começou o ano mantendo o ritmo de redução na taxa de desemprego. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego…

Porto Alegre foi a única região com redução na taxa, que ficou em 5,7%

Porto Alegre começou o ano mantendo o ritmo de redução na taxa de desemprego. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) nesta quarta-feira, o índice caiu de 6,1%, em dezembro de 2013 para 5,7% em janeiro de 2014. Esse resultado é o menor da série histórica, que teve início em 1992.

Entre as seis capitais pesquisadas, a gaúcha foi a única que sofreu redução. A taxa permaneceu estável em Belo Horizonte, Recife e Salvador e teve alta em Fortaleza e São Paulo. O principal argumento para o recuo no desemprego em Porto Alegre está ligada à saída de pessoas do mercado de trabalho e não pela geração de vagas, como tradicionalmente ocorre.

Apesar de o levantamento não apontar as causas, para a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese), Ana Paula Sperotto, há dois movimentos sociais interessantes que devem ser levados em conta. Nos últimos meses houve um crescimento na aposentadoria e também é elevado o número de jovens que estão deixando o mercado de trabalho para se dedicar exclusivamente aos estudos.

A redução do População Economicamente Ativa (PEC) – que leva em consideração os ocupados e desempregados – registrou recuo de 0,5%, o que representa redução de 9 mil trabalhadores. Como ocorreu uma pequena redução no nível de ocupação – de -1mil vagas – a redução total do desemprego no mês de janeiro foi de 8 mil pessoas. Assim, em dezembro havia 116 mil desempregados e, no início do ano, foi de 108 mil. O setor que mais gerou vaga foi a construção, em parte pelas grandes obras em infraestrutura e na construção civil. Foram contratados 11 mil trabalhadores. A redução mais acentuada ficou com a indústria, com a redução de 10 mil profissionais.

Os empregados do segmento de comércio tiveram queda de 1,1%. A justificativa é o fim dos contratos temporários de final de ano. Já o segmento de serviços teve um modesto crescimento de 0,1%. A projeção que com a realização da Copa do Mundo e das eleições haja um aumento nas vagas no setor de serviço nos próximos meses.

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