Cheque passa a ser compensado em até dois dias

Com nova tecnologia, documento deixa de ser transportado entre as instituições financeiras

Os cheques passarão a ser compensados em até dois dias a partir de hoje, segundo a Federação Brasileira de Bancos. Atualmente, dependendo da localidade, a compensação pode demorar até 20 dias úteis.

Amudança ocorre devido à implantação da compensação digital, que irá substituir o procedimento físico. Essa alteração foi implantada em maio – os bancos tiveram 60 dias para adaptação ao novo sistema.

Com a compensação digital, os cheques não serão mais transportados entre os bancos. Hoje, o banco que recebeu um cheque envia o documento para a câmara de compensação do Banco do Brasil (BB). O BB, por sua vez, faz o encaminhamento dos cheques às instituições financeiras de origem do documento para averiguação de saldo em conta corrente e conferência de assinatura, data, preenchimento de valor etc. Somente após esse procedimento é que a compensação é feita – o que pode demorar quase um mês.

No novo processo, o banco irá capturar as informações do cheque por meio de código de barras e imagem. Esses dados serão enviados para o BB, em um único arquivo, que irá processá-lo e e enviá-lo ao banco de origem. O cheque em papel ficará no primeiro banco, sem a necessidade de haver o transporte.

O sistema foi pensado pela primeira vez pelos bancos em 1995, mas não havia, na época, tecnologia disponível. Os testes começaram em julho de 2010. A Febraban afirma que o procedimento é mais seguro, porque reduz a possibilidade de clonagem, extravio, perdas e roubo dos cheques.

SÃO PAULO

PRAZO
– Cheques de até R$ 299,99 serão compensados em até dois dias úteis. Antes, o prazo era de quatro dias.
– Para valores acima de R$ 300, a compensação irá demorar apenas um dia útil. A operação era feita antes em dois dias úteis.

REGIÃO
– Em locais de difícil acesso, os cheques podiam levar até 20 dias úteis para serem compensados. Agora, o prazo menor vale em todo o país, acabando com diferenças regionais.

VOLUME
– A Febraban estima que são movimentados 90 milhões de cheques por mês no Brasil.

ECONOMIA
– O procedimento irá eliminar cerca de mil roteiros terrestres e 50 aéreos, usados hoje para transportar os documentos, gerando economia de R$ 100 milhões por ano, segundo a Febraban.

CLONAGEM E FALSIFICAÇÃO
– A Febraban estima que o prejuízo com clonagem e falsificação de cheques em 2010 tenha sido de R$ 1,2 bilhão para o comércio e de R$ 283 milhões para os bancos.

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