Cliente já pode manter número do telefone

A partir de hoje, usuários dos serviços de telefonia fixa e móvel de oito áreas de registro do Brasil poderão trocar de operadora e manter o seu número. A portabilidade numérica chega primeiro em São…

A partir de hoje, usuários dos serviços de telefonia fixa e móvel de oito áreas de registro do Brasil poderão trocar de operadora e manter o seu número. A portabilidade numérica chega primeiro em São Paulo (códigos 14 e 17), Espírito Santo (27), Minas Gerais (37), Paraná (43), Goiás (62), Mato Grosso do Sul (67) e Piauí (86). Cerca de 16 milhões de usuários poderão usufruir desse direito nesse primeiro momento. A opção foi iniciar o processo por cidades relativamente menores, passando gradualmente para as de maior porte até atingir os grandes centros no início de 2009.
No Rio Grande do Sul, o sistema será definitivamente implantado entre os dias 5 e 11 de janeiro do ano que vem nas regiões dos códigos 51 e 55 e, entre 19 e 25, nas cidades com código 54. No dia 23 de fevereiro começa na área 53. A escolha das cidades para iniciar a portabilidade pela Anatel levou em consideração o fato de que nesse primeiro momento a migração deveria contemplar todas as operadoras. Os usuários poderão migrar de operadora quantas vezes quiserem.
A medida dá mais liberdade para os usuários que não pretendem perder o seu número, mas estão insatisfeitos com a operadora atual ou encontraram melhores ofertas nas concorrentes. As trocas, porém, não deverão ocorrer indiscriminadamente. Isso porque, ao entrar para uma operadora e comprar um aparelho geralmente subsidiado, o cliente assina um termo, que varia de 12 a 18 meses de fidelidade. Caso saia antes do prazo, continuará sendo necessário o pagamento de uma multa rescisória.
Nesse novo cenário, manter a qualidade dos serviços e do atendimento e, dessa forma, a satisfação dos clientes será decisiva para as operadoras não reduzirem a sua participação no mercado. Levantamento realizado pelo Yankee Group no final de 2007 mostrou que 46% da amostra de 610 usuários da telefonia fixa de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte mudariam de operadora se pudessem manter o número atual.
Os investimentos na adaptação das plataformas das operadoras são volumosos. A complexidade também foi um desafio para as companhias, que chegaram a pedir, sem serem atendidas, o adiamento do prazo junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Embratel e a Claro foram as únicas que não assinaram a solicitação.
Apesar de o Rio Grande do Sul ser um dos últimos estados a fazer a migração, os trabalhos estão acelerados. Além dos ajustes na parte técnica, a Vivo está reforçando o trabalho de fidelização dos clientes. Modificou todos os planos de acesso, o que permitiu uma redução da conta média dos clientes, e está capacitando os colaboradores do call center, lojas próprias e revendas. “”Tivemos que nos reestruturar e treinar mais pessoas””, afirma a diretora da Região Sul da Vivo, Clenir Wengenowicz.
O diretor regional da Claro, Maurício Perucci, revela que toda a preparação para o Estado já está finalizada, na medida em que os sistemas da operadora estão interligados nacionalmente. Segundo ele, não há receio de perder mercado com a entrada da portabilidade. “”Estudos apontam que as tendências se mantêm com a portabilidade, ou seja, as operadoras que vem com crescimento e bons resultados, como é o nosso caso, continuarão nesse caminho””, projeta.
O diretor de marketing da TIM para a Região Sul, José Doroteu Fabro, explica que nas áreas onde o serviço começa a ser oferecido hoje as equipes das lojas próprias e revendas já foram treinadas. No Rio Grande do Sul, este trabalho de capacitação será feito até o início das operações. “”Estamos seguindo o cronograma para que tudo esteja ajustado dentro do prazo em cada região””, observa.
Em nota, a Brasil Telecom (BrT) diz que está preparada para atender ao regulamento. A GVT preparou sua rede, equipamentos de engenharia e Tecnologia da Informação (TI), além de ter feito um amplo treinamento entre os funcionários. “”Sempre defendemos a portabilidade como um direito do cliente””, afirma o vice-presidente da Unidade de Negócios de Varejo da empresa, Alcides Troller Pinto. O investimento foi R$ 17 milhões e envolveu aquisição de sistemas de TI, equipamentos de rede de telecomunicações e desenvolvimento de programas de informática. Passaram por treinamento cerca de 5 mil profissionais.

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