Comércio da Capital tenta voltar ao normal depois da tempestade

Prejuízos causados pelo temporal devem impactar entre 3,5% e 5% resultados das vendas das lojas em janeiro
 

O comércio de Porto Alegre tenta retomar hoje as suas atividades normais depois do feriado e, especialmente, dos transtornos causados pelo temporal da sexta-feira à noite. Os últimos dias foram de muitas lojas fechadas em função da falta de luz ou dos danos causados à infraestrutura por causa das chuvas e ventos, além da perda de mercadorias. Dados do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas) apontam que o temporal deve impactar entre 3,5% a 5% os resultados das vendas de janeiro. Sem energia elétrica, muitos estabelecimentos não puderam abrir as portas desde sábado. 

Quem abriu, enfrentou outras dificuldades, como o fluxo baixo de pessoas e problemas nas vendas com cartão de crédito, em função da instabilidade dos serviços de telecomunicações. O presidente da entidade, Paulo Kruse, comenta que o mês de fevereiro já começou com prejuízos. Muitos lojistas pretendiam abrir no feriado, mas não puderam. “O reflexo negativo será grande, já que este é um mês mais curto, em função do Carnaval. Janeiro e fevereiro já são meses de vendas mais fracas, mas com custos que se mantêm. O temporal só piorou essa realidade”, lamenta. 

A consequência de uma loja não abrir vai além da queda no faturamento, pois impacta a arrecadação da contribuição do mês, destaca o dirigente. Além disso, os vendedores, que em sua maioria trabalham por comissão, também sentem os reflexos das lojas fechadas. O Shopping Praia de Belas, que teve o telhado danificado, retoma hoje as suas atividades normais. O empreendimento ficou fechado desde a noite de sexta-feira para a reparação dos danos causados pelas chuvas. O Shopping Total também precisou ficar alguns dias fechados. Para um empreendimento desses, fechar no fim de semana é muito impactante, avalia o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Porto Alegre, Alcides Debus. 

Especialmente porque fevereiro é um mês mais curto, com dois feriados e em que muitos consumidores estão no Litoral. “Fechar no sábado corresponde a cerca de 7% a menos de vendas no mês. Se levarmos em conta que o aluguel dessas lojas custa na faixa de 10%, perder um final de semana de vendas equivale ao valor do aluguel”, diz, analisando a realidade dos lojistas dos shoppings. Debus comenta que, mesmo entre os lojistas que conseguiram abrir as portas, as consequências do temporal são impactantes. “A própria disposição das pessoas em sair para comprar é menor, até porque muitos estavam envolvidos com os próprios reparos das suas casas”, lembra.

Fonte: Jornal do Comércio 

Foto: Betina Carcuchinski/PMPA

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