Comércio deve ter alta de 6,5% nas vendas de 2012, diz CNC

Em 2012, o comércio deve ter uma alta de 6,5% em seu volume de vendas – quase o dobro do crescimento de 3,1% esperado para o PIB no mesmo período. A projeção é da Confederação Nacional do Comércio de…

Em 2012, o comércio deve ter uma alta de 6,5% em seu volume de vendas – quase o dobro do crescimento de 3,1% esperado para o PIB no mesmo período. A projeção é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que, em um estudo técnico divulgado em 12 de janeiro, afirma que o varejo será impulsionado pela combinação entre aumento do crédito e inflação menor que em 2011. “Isso aumentará o poder de compra real do consumidor”, projeta Carlos Thadeu de Freitas, chefe da Divisão Econômica da CNC.

Fatores como desaceleração da atividade doméstica, o aperto monetário e as medidas restritivas adotadas pelo Banco Central do governo ao crédito ainda estarão presentes neste início de 2012. “O esfriamento da demanda doméstica vem beneficiando o comportamento da inflação no curto prazo, fato este já percebido nos últimos resultados de índices de preços. Um ritmo mais baixo de geração de emprego e renda, concessões de crédito em desaceleração, um elevado patamar de endividamento das famílias, conjugado a um aumento do custo de vida, são os principais fatores condicionantes desse resultado”, explica Carlos Thadeu. Contudo, com a reversão das políticas econômicas deve permitir taxas mais altas de crescimento a partir do segundo semestre.

A projeção de 6,5% de crescimento do comércio da CNC está condicionada aos seguintes fatores: crescimento maior do PIB, de 3,5% em 2012 ante 2,9% ano passado; arrefecimento da inflação, medida pelo IPCA, para 5,5% em 2012 ante 6,5% em 2011; expansão das concessões de crédito às pessoas físicas em patamar próximo ao de 2010, cerca de 11%; e crescimento da massa de rendimentos da população ocupada de 6,6% em 2012, ante 5,0% em 2011.

De acordo com o estudo técnico, o ano se inicia em meio a grandes incertezas na área externa: a crise da dívida na Europa continua gerando volatilidade nos mercados e abalando a confiança dos agentes econômicos ao redor do mundo. Em paralelo, a incapacidade de recuperação da economia norte-americana e as incertezas em relação ao futuro da China também preocupam. “Qualquer cenário deve levar em conta essas condições”, explica Marianne Hanson, economista da Confederação. Segundo ela, no início desse ano, um menor crescimento mundial continuará impactando negativamente as exportações, assim como a volatilidade dos ativos, deve seguir reduzindo o nível de investimento e consumo. “É razoável acreditar que a economia chinesa irá crescer a uma taxa menor nos próximos anos, algo mais próximo de 7% ou 8%. Isso significará que terá um apetite menor pelas commodities brasileiras, principalmente as mais cíclicas, como por exemplo, os metais”, contextualiza João Felipe Araujo, economista da confederação.

“Já no segundo semestre, esperamos que o impacto da reversão das políticas econômicas adotadas recentemente serão sentidos em sua plenitude”, diz a economista. Para Marianne, o afrouxamento monetário proveniente de taxas de juros reais em níveis históricos muito baixos, os incentivos fiscais provocados pelo aumento do salário mínimo e a redução pontual de impostos devem dar novo fôlego à demanda interna e favorecer o setor de serviços. A redução dos juros reais também deve contribuir para um bom desempenho das concessões de crédito. E o arrefecimento dos preços, juntamente a uma taxa de desemprego reduzida devem favorecer os rendimentos reais dos trabalhadores, contribuindo também para um bom desempenho do setor.

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