“Comércio do RS poderá desacelerar em 2009, mas sem retroceder”, diz economista da Fecomércio-RS

A crise internacional que gerou a escassez da oferta de crédito e turbulência nos mercados globais teve seu impacto amenizado no comércio do Rio Grande do Sul em razão dos bons resultados do setor nos…

A crise internacional que gerou a escassez da oferta de crédito e turbulência nos mercados globais teve seu impacto amenizado no comércio do Rio Grande do Sul em razão dos bons resultados do setor nos últimos dois anos. Uma análise sobre as variações do IVC-RS (Índice de Vendas do Comércio do RS) para o acumulado nas vendas de dois anos até agora sinaliza que o setor terciário acumula, no RS, um crescimento de 15,1%. Dos 19 setores varejistas e atacadistas avaliados pelo indicador, apenas o varejo de vestuário/calçados e de livros, jornais e papelaria apresentou variação negativa.

A análise foi feita pelo economista da Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do RS) Eduardo Merlin, que concluiu que mesmo com a possível desaceleração das vendas de alguns setores em 2009, os bons números impedirão o retrocesso do setor. “É preciso ter uma visão mais a longo prazo. Em 2005 tivemos uma grande estiagem que jogou as vendas aqui no Estado para baixo. Mesmo assim conseguimos uma recuperação nos anos seguintes, e essa crise internacional não terá destino diferente: vai ser superada”, acredita.

Merlin explica que há uma tendência de crescimento conquistada pelos mercados brasileiro e gaúcho, e isso garante uma folga aos empresários, que acumularam, nesses dois últimos anos, números vigorosos. Para ele, o que se espera com esta crise é sair mais fortalecido dela. “A crise gera solidez aos negócios, pois é preciso ser mais eficiente, o que é algo conquistado pelo planejamento dos negócios e cautela.”

O economista admite: existe espaço para desacelerar sem retroceder. “No próximo ano os processos administrativos de cada negócio precisarão ser ajustados, é o caso do dinheiro, maquinário e pessoas. Os recursos produtivos devem ser otimizados. Isso possibilitará que se saia da crise com ganho de eficiência”, conclui.

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