Comércio é ferramenta essencial para superar crise, conclui reunião da OMC

Apenas nos últimos nove meses as exportações da América Latina caíram 20%

O comércio é uma das ferramentas essenciais para sair da crise econômica, por isso é preciso aplicar todos os mecanismos disponíveis para pomovê-lo, concluíram hoje os responsáveis das principais instituições multilaterais e econômicas do mundo.

— O comércio não é só uma consequência da recuperação econômica, mas também um fator de crescimento que contribui para essa recuperação — afirmou Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que “o comércio tem um enorme potencial como máquina de crescimento econômico sustentado e de desenvolvimento”. Os dois participaram da sessão inaugural da segunda reunião de revisão do mecanismo de ajuda ao comércio, criado em 2005 pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e baseado na transferência de fundos, assistência técnica, recursos humanos e tudo o que ajude a promover a troca de bens e capitais nos países pobres.

Tanto Strauss-Kahn quanto Ban insistiram em afirmar que o comércio é uma ferramenta essencial de desenvolvimento, por isso fizeram uma chamada para promovê-lo o melhor e o mais rápido possível, a fim de evitar uma catástrofe.

— A atual crise financeira e econômica global teve um severo impacto na demanda. Está comprovado que o comércio internacional cairá este ano 10%. A menos que a direção da crise se modifique em breve, poderia acabar com todo o esforço realizado pelos países pobres nas últimas duas décadas na luta contra a pobreza — afirmou Ban.

Essa opinião é compartilhada pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que afirmou que a crise mundial é “um dos maiores desafios enfrentados pelo sistema multilateral de comércio desde sua criação”.

O presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, ressaltou que o comércio foi um dos setores mais atingidos pela contração global da economia. Zoellick revelou que, segundo as estimativas de sua instituição, apenas nos últimos nove meses, as exportações dos países do Leste Europeu caíram 35%; as do Leste da Ásia, 25%; e as da América Latina, 20%.

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