Comércio e indústria unem forças contra possível retomada da CPMF

SÃO PAULO – Comércio e indústria uniram forças contra a possível retomada da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), trazida à publico pela presidente eleita, Dilma Rousseff,…

SÃO PAULO – Comércio e indústria uniram forças contra a possível retomada da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), trazida à publico pela presidente eleita, Dilma Rousseff, durante a primeira entrevista coletiva após as eleições, concedida na quarta-feira (3), em Brasília. Na ocasião, Dilma disse que não levaria a proposta ao Congresso, mas que discutiria o assunto com os governadores. Em nota oficial, a Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) adiantou que a discussão sobre a contribuição é inaceitável. “É extremamente complicado falar sobre o aumento de impostos no Brasil, quando nós temos uma carga tributária extremamente elevada que penaliza todo o sistema comercial e empresarial brasileiro. Esse é o momento de se debater sobre uma reforma tributária mais ampla e não de voltar a falar na criação de um novo tributo. A retomada desse assunto é inaceitável em um momento de tantas transições políticas e econômicas no mundo todo e de dificuldades para as empresas brasileiras voltadas à exportação”, afirmou o presidente da Fecomercio, Abram Szajman.

Indústria

Já pelo lado dos industriais, a manifestação contrária ao retorno da CPMF partiu da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em nota oficial escrita pelo ex-candidato ao governo do estado e presidente da federação, Paulo Skaf. No texto, a Fiesp afirma que a sociedade brasileira não aceita elevação da carga tributária, e que espera, logo nos primeiros meses do novo governo, a promoção de reformas importantes para o País, como a tributária. “A presidente Dilma demonstra sensibilidade e consciência necessárias para buscar esse importante objetivo. Afinal, menos impostos significa menos informalidade, menos sonegação, mais competitividade, mais crescimento e, com isso, a geração de novos empregos e renda para a população”, diz a nota.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) também disse ser “completamente contra” a recriação da CPMF, que seria repaginada de CSS (Contribuição Social da Saúde), com alíquota de 0,1%. A posição foi manifestada nesta sexta-feira (5) pelo presidente da entidade, Robson Braga de Andrade. “Somos completamente contra a recriação da CSS ou CPMF. Isso não resolve o problema da saúde. Acho que antes de pensar em novas receitas, temos de pensar em melhoria da gestão”, defendeu Andrade. Para Andrade, a proposta de recriação da CPMF vai na “contramão de tudo aquilo que o próprio governo do presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff têm falado sobre a redução da carga tributária. Vamos mostrar que esse não é o caminho. O governo tem de explicar primeiro para a sociedade como é gasto o recurso que ele arrecada, o quanto é gasto na atividade-fim e o quanto é perdido na burocracia”, disse.

Manifestações

Na avaliação do presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro, a reedição da CPMF é uma expansão da carga tributária. “Os varejistas não aceitarão o retorno da CPMF. Os governos devem repensar sobre esse tributo. Vamos mobilizar nacionalmente o movimento lojista contra a volta da CPMF”, afirma.

A CPMF

A CPMF foi criada no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso e o fim da cobrança ocorreu em dezembro de 2007, quando a oposição venceu a base governista, que lutava, no Congresso, pela prorrogação do tributo. De acordo com cálculos do governo, o fim do imposto tirou R$ 40 bilhões anuais da área da saúde.

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