Concessão de crédito cai 3% em outubro

O Banco Central (BC) divulgou que o volume de novas concessões de crédito caiu 3% em outubro na comparação com setembro e somou R$ 157,257 bilhões. Essa desaceleração do crédito foi liderada pelo…

O Banco Central (BC) divulgou que o volume de novas concessões de crédito caiu 3% em outubro na comparação com setembro e somou R$ 157,257 bilhões. Essa desaceleração do crédito foi liderada pelo segmento de pessoas físicas, no qual as concessões de novos empréstimos caíram 3,5% ante setembro, para R$ 50,292 bilhões. Nas operações para empresas também foi registrada desaceleração, com diminuição de 2,8% nos novos empréstimos em outubro, em relação a setembro. Esses empréstimos somaram R$ 106,965 bilhões no mês passado. Segundo o BC, entre as linhas de crédito para as famílias, o financiamento para compra de veículos foi o que apresentou a maior retração: uma queda de 37,2%, para R$ 2,867 bilhões. No crédito pessoal, as novas concessões diminuíram 9,8% em outubro, ante setembro, e somaram R$ 9,266 bilhões. Nas operações para empresas, o volume de empréstimos oriundos de repasses externos diminuiu 35,9% em outubro ante setembro e somou R$ 1,518 bilhão. O total de Adiantamentos de Contratos de Câmbio (ACC) teve queda de 20,2% no mesmo período e fechou o mês com R$ 7,598 bilhões. Apesar da queda em novas concessões, o estoque de operações de crédito do sistema financeiro cresceu 2,9% em outubro, ante setembro, de acordo com os dados divulgados ontem pelo BC. Com isso, o saldo de operações chegou a R$ 1,187 trilhão no mês passado, ante R$ 1,153 trilhão em setembro

Taxa de juro para o consumidor é a maior desde junho de 2006
Em meio à crise internacional de crédito, os juros cobrados pelos bancos subiram nas principais modalidades para pessoa física no mês de outubro. A taxa média, que engloba cheque especial, empréstimo pessoal e aquisições de veículos, entre outros, subiu de 53,1% em setembro para 54,8% ao ano no mês passado. Segundo a pesquisa mensal de juros do Banco Central, essa é a maior taxa desde junho de 2006, quando os juros estavam em 55,8%. A inadimplência ficou praticamente estável – de 7,3% para 7,4%. No cheque especial, a taxa de juros subiu de 170,2% para 170,8%. É maior taxa desde julho de 2003, quando estava em 173,9% ao ano. O recorde é de 294% ao ano, registrado em julho de 1994. No empréstimo pessoal, a taxa subiu de 56,3% para 57,4% ao ano. Na aquisição de veículos, passou de 33,1% para 34,1% ao ano. Os juros das empresas também apresentaram alta no mês de agosto, de 28,3% ao ano para 31,6%. A taxa geral (pessoa física mais jurídica) passou de 40,4% para 42,9% ao ano.

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