Construção Civil tem falta de mão de obra

Já está faltando mão de obra para preencher as vagas abertas na construção civil gaúcha. Funções de ferreiro, servente, pedreiro e operador de máquina, e na área técnica e especializada, de…

Já está faltando mão de obra para preencher as vagas abertas na construção civil gaúcha. Funções de ferreiro, servente, pedreiro e operador de máquina, e na área técnica e especializada, de engenheiros a topógrafos, registram maior déficit e provocam demora no preenchimento de postos. A carência atinge o segmento imobiliário residencial e o de obras pesadas de infraestrutura, como estradas, transporte público e saneamento. Dirigentes do setor no Estado projetam dobrar a demanda por contratações em 2010, com expansão de 30 mil postos.

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) estima em 180 mil novas vagas em toda a cadeia do setor este ano. Recrutamento de desempregados de outras atividades, como calçadista, formação de novatos no canteiro de obras, atração de aposentados nas funções requisitadas e a tão polêmica importação de trabalhadores são expedientes das empresas para contornar a carência e evitar atrasos na execução dos empreendimentos. O mercado de trabalho formal da construção no Estado cresceu 11% em 2009 e se descolou do desempenho do País, que foi negativo frente a 2008.
O apagão da mão de obra no setor já era prognosticado em 2008. Veio a crise mundial e projetos foram adiados, postergando por alguns meses novas contratações. Mas a reativação mais rápida da atividade, impulsionada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), projetos para a Copa do Mundo de 2014 e o boom nas moradias, capitaneado pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), imprimiu maior velocidade ao mercado a partir da metade de 2009. No Estado, a recuperação é mais vigorosa do que no País, segundo a economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) Maria Isabel Herz da Jornada. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pesquisados por Maria Isabel para o Jornal do Comércio, apontam alta de 11% no emprego da construção, com saldo positivo de 8.610 postos. O comportamento foi exceção também no confronto com o mercado geral gaúcho, que terminou 2009 com queda de 29,1% nas oportunidades.

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