Consumidor gaúcho demonstra maior disponibilidade para consumir

Ao que tudo indica, o começo do ano pode ser um período que deixa a população com a renda mais apertada em função de gastos com parcelas de presentes de Natal, férias, impostos e taxas que acabam…

Ao que tudo indica, o começo do ano pode ser um período que deixa a população com a renda mais apertada em função de gastos com parcelas de presentes de Natal, férias, impostos e taxas que acabam coincidindo na mesma época do ano. Entretanto, esses fatores parecem não estar afetando a expectativa de compras dos gaúchos, que, conforme Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), demonstraram otimismo para o período futuro.

Quando perguntados sobre a perspectiva de consumo futuro, a pontuação ficou em 124,5 pontos, enquanto que no indicador sobre a situação de consumo atual a variação ficou em 104,9, frente aos 112,3 pontos registrados em janeiro, demonstrando uma ligeira queda. O score da pesquisa tem pontuação variável de zero até 200 pontos, sendo considerado pessimismo abaixo de 100 e otimismo acima de 100. Para o economista da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS Fecomércio-RS, Pedro Ramos, o endividamento das famílias nesta época do ano corrobora para a queda quanto à situação atual, entretanto Ramos destaca o indicador futuro, que se manteve alto. “O consumidor gaúcho demonstra estar confiante quanto ao seu emprego, renda, e acredita que sua situação de consumo pode ser ainda melhor”, analisa o economista. E a pesquisa realizada em todo o país pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Fecomércio-RS demonstra esse otimismo. No quesito que tratou sobre a situação do emprego atual houve uma melhora de 2,1% na avaliação dos entrevistados, ficando em 138,1 pontos. Já na análise a respeito da perspectiva profissional o crescimento da avaliação foi de 1,6%, ficando em 143,0 pontos. Outro indicador importante, conforme destaca Ramos, avalia o índice do momento para consumo de bens duráveis, que subiu 8,6% na comparação com janeiro, ficando em 157,7 pontos. “A boa oferta de crédito e juros mais acessíveis geram uma renegociação de dívidas que está ao alcance das pessoas. Essas facilitações tornam a busca pelo crédito mais interessante ao consumidor, que se vê com a sua capacidade de consumo mais abrangente”, comenta o economista. Em relação ao acesso ao crédito, a maioria dos entrevistados diz que nos dias atuais ficou mais fácil conseguir empréstimo, aspecto apontado por 51,2% das pessoas. Para 21,1% a situação é a mesma do ano anterior, enquanto que 20,1% acham mais difícil conseguir crédito quando comparado a 2009.

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