Consumidores lembram seu dia

Data mundial será comemorada amanhã. No RS, é crescente o número de ações reclamatórias e de unidades do Procon

Nesta terça-feira será comemorado o Dia Mundial do Consumidor. No Rio Grande do Sul, a defesa dos direitos dos clientes pode ser constatada não apenas pelo crescente número de ações reclamatórias que inundam a Justiça gaúcha, como também pelo aumento no número de unidades municipais do Procon – que já chegam a 68 cidades (14% dos municípios do Estado).

Inaugurado em março de 2008, o Procon de Porto Alegre recebeu somente no ano passado 17.225 reclamações. Em três anos, já foram prestados 58 mil atendimentos – comprovando que o órgão é um dos caminhos principais para que o cidadão busque os seus direitos e conheça seus deveres.

Mesmo assim, o número ainda é considerado pequeno pelo coordenador estadual do Procon/RS, Cristiano Aquino. Segundo ele, entre as metas do órgão está a ampliação dos organismos municipais. “Vamos conversar com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e com universidades regionais para que possamos reforçar as ações, principalmente em municípios de menor porte e durante a realização de grandes eventos”, sustenta.

Outra ideia que será colocada em prática ainda neste ano é o Procon Móvel – um veículo que poderá se deslocar para atender demandas específicas em áreas onde o serviço de proteção não consegue chegar ou em locais onde há um grande afluxo de pessoas – como durante o veraneio. “Tivemos muitos problemas no Litoral, e seria importante esta ação. Além disso, nesta semana vamos discutir a instalação de um Procon municipal em Capão da Canoa”, argumenta Aquino.

De acordo com ele, atualmente existem mais de 3 mil processos buscando reparação por problemas com fornecedores de produtos e serviços. A área de telecomunicações é a que concentra o maior número de reclamações. “É importante que haja, também, um maior diálogo – pois o consumidor é aliado do fornecedor. O inimigo, na verdade, é o mau fornecedor, aquele que não trabalha de forma correta”, ressalta o dirigente.

Por fim, a união de esforços com as entidades de proteção deverá ajudar a promover as ações de educação para o consumo. “O conhecimento dos direitos e dos deveres do consumidor e do fornecedor é o caminho para que sejam reduzidos os conflitos e as ações judiciárias”, enfatiza Aquino. No site do Procon/RS (www.procon.rs.gov.br), há um material educativo sobre o assunto.

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