Cresce o uso de cartão de débito no País

Nos próximos anos a tendência é de que os consumidores paguem cada vez mais suas contas com cartão de débito, isso foi o que mostrou o estudo “Cartão de débito no Brasil”, realizado pela MasterCard…

Nos próximos anos a tendência é de que os consumidores paguem cada vez mais suas contas com cartão de débito, isso foi o que mostrou o estudo “Cartão de débito no Brasil”, realizado pela MasterCard Advisors, empresa de consultoria do grupo MasterCard Worldwide. Até 2016, segundo o estudo, o mercado de cartão de débito pode dobrar sua movimentação, que hoje é de cerca de R$ 200 bilhões. A projeção é de que esse valor cresça de 13% a 20% ao ano, podendo chegar a R$ 493 bilhões nos próximos cinco anos. Além dessa projeção, a pesquisa teve como objetivo detectar o nível de conhecimento do consumidor brasileiro sobre o cartão de débito, os perfis de consumo em relação a outros meios de pagamento e identificar barreiras ao uso e oportunidades em diversos segmentos da economia.

Foi constado na pesquisa que o cartão de débito é o meio eletrônico de pagamento que mais cresce a participação no meio privado: de 2005 a 2012, a preferência pelo débito avançou de 26% para 34% entre os consumidores. Nesse mesmo período, a preferência pelo dinheiro caiu de 60% para 48%. “Os meios eletrônicos estão capturando mais participação no consumo privado no País e o potencial de crescimento ainda é enorme”, acredita o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Mastercard Brasil e Cone Sul, Alexandre Magnani. “No Brasil, 82% das transações com cartão de débito são realizadas nos caixas eletrônicos para sacar dinheiro, apenas 18% são para pagar as contas”, destaca Magnani.

Em relação à preferência de pagamento por valores gastos, a pesquisa mostrou que nas compras acima de R$ 50 o cartão de débito é o preferido; abaixo deste valor o dinheiro é mais usador; e acima de R$ 100 as pessoas preferem pagar com o cartão de crédito. “Quando analisamos a base de transações realizadas com cartão de débito de 2005 a 2011, percebemos que a grande maioria dos gastos ocorreu abaixo de R$ 40. O que mostra que as pessoas estão pagando valores cada vez menores no cartão de débito”, afirma Magnani.

Já o tipo de estabelecimento, no qual o cartão de débito é usado, também varia de acordo com o valor gasto. Para valores mais altos, como agências de viagem, material de construção, eletroeletrônico e hotéis, a preferência é o cartão de crédito, já para compras que são mais recorrentes, como em supermercados e posto de combustível, a maioria usa o cartão de débito. Por outro lado, os estabelecimentos nos quais o consumidor compra mais de cinco vezes por mês, o mais utilizado é o dinheiro, como em padarias, bancas de jornais e restaurantes.

Barreiras

Entre as principais razões destacadas pela pesquisa que fazem com que o consumidor prefira pagar a compra em dinheiro em detrimento ao cartão de débito estão: facilidade para controlar gastos, o fato de o dinheiro ser aceito em qualquer lugar e o hábito. “Comparado com 2005, percebemos que as barreiras que existiam já não aparecem mais. Naquela ocasião a falta de informação, a experiência negativa e a crença que se pagavam taxas eram os principais obstáculos”, compara Magnani. “Hoje, o consumidor está mais educado para trabalhar com essa forma de pagamento. Frente a este cenário temos como foco continuar educando os consumidores e queremos trabalhar a percepção do cliente em relação a controle de gastos e segurança”, aponta.

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