Criminosos mais armados que a polícia

O crime organizado teria mais do que o dobro de armas que a polícia no Brasil. Essa é uma das constatações de um mapeamento sobre armamento leve em território nacional. São 17,6 milhões de armas em…

O crime organizado teria mais do que o dobro de armas que a polícia no Brasil. Essa é uma das constatações de um mapeamento sobre armamento leve em território nacional. São 17,6 milhões de armas em circulação, quase uma a cada 10 habitantes. Mas o maior problema é que mais da metade delas – 57% – são ilegais ou usadas sem porte. O alerta foi publicado ontem pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra e pela ONG Viva Rio, que apontam que, apesar das leis existentes no país limitando a venda de armas, a explosão na fabricação desses produtos tem gerado lucros milionários para as indústrias nacionais.

O Brasil, nos últimos anos, também se transformou no segundo maior produtor de armas leves do Hemisfério Ocidental, superado apenas pelos Estados Unidos. As constatações do levantamento são consideradas pelos especialistas como “assustadora”. Seriam 9,4 milhões de armas ilegais e sem porte em circulação no país. Mais da metade deles com criminosos ou com indivíduos no mercado informal. Já as forças policiais de Estado – Polícia Militar Estadual e Polícia Federal – contariam com apenas 2,1 milhões. Oficialmente, as empresas de segurança privada teriam outras 301 mil armas em mãos de forma legal. As estimativas foram obtidas por meio de cálculos a partir de operações, registros e produção.

Mais da metade das armas também estariam em mãos civis no Brasil. Em Brasília estaria a maior incidência de armas por habitante, entre 19 e 28 para cada cem habitantes. São Paulo teria uma taxa entre 9,5 e 19 para cada cem pessoas.

Indústria de armas leves está em expansão no Brasil

O estudo também mostra que grande parte das armas usadas por criminosos no Brasil para matar e ameaçar brasileiros são fabricadas no próprio país. Segundo o relatório, a indústria de armas leves no Brasil está “em plena expansão”. “As armas usadas no Brasil pelo crime são em sua maioria produzidas domesticamente, não importadas como argumentam o lobby da indústria de armamento”, alerta o levantamento. A constatação dos especialistas é que a indústria nacional não foi afetada pelo Estatuto do Desarmamento adotado em 2003. Segundo os autores do levantamento, 72% das armas em circulação no Brasil estão em mãos de particulares ou de empresas. Hoje, a produção de armas leves no Brasil movimenta US$ 100 milhões. A entidade também acusou as autoridades de ter um “registro pobre e inadequado das armas leves” no país.

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