Crise nas finanças leva Piratini a preparar cortes

Para fazer frente a despesas, Tarso editará medidas de redução de custos e ampliação de receitas

A exemplo do governo anterior, Tarso Genro não escapará da necessidade de adotar um rigoroso ajuste fiscal. Para o fim de março, o Palácio Piratini prepara o anúncio de medidas para conter despesas, aumentar receitas e tentar dar “sustentabilidade às finanças”, conforme fontes do Executivo. O tamanho dos cortes ainda está em elaboração, assim como as áreas atingidas. O impacto de um possível reajuste no salário básico dos cerca de 133,5 mil professores estaduais será determinante para o cálculo de em quanto o governo apertará o cinto. Além do compromisso de melhorar gradualmente os vencimentos do magistério, atingindo ao final de quatro anos o piso nacional de R$ 1.187 como salário básico, Tarso precisa lidar com outros fatores que pressionam os cofres. Para 2011, se medidas não forem adotadas, a previsão de déficit da Secretaria da Fazenda alcançaria R$ 550 milhões. Há também no horizonte da Fazenda um desembolso de aproximadamente R$ 800 milhões este ano para cumprir uma leva de decisões judiciais determinando o pagamento de dívidas com servidores por conta dos reajustes atrasados das Leis Britto, os quais geraram requisições de pequeno valor (RPVs).

Governador rejeita corte de gastos sociais

Em entrevista publicada por Zero Hora em 3 de março, o secretário da Fazenda, Odir Tonollier, admitiu que cortes em investimentos deverão ocorrer na mesma proporção do pagamento das RPVs. O governador também já sinalizou a necessidade de ações. Rejeitou o corte de gastos sociais e afirmou que sua equipe trabalha para controlar despesas “rigorosamente”. – Nós não estamos fazendo nenhum abuso, nenhum excesso de gastos, vamos fazer, inclusive, poucos investimentos este ano. Então, nosso futuro é aumentar a receita com o desenvolvimento e com a melhoria do sistema de cobrança do Estado e com a aplicação racional dos recursos públicos. O discurso de corte de gastos sociais, por exemplo, levou alguns países a crises que eles não sabem como voltar – disse em entrevista a ZH na terça-feira, após retornar da 34ª Romaria da Terra, em Candiota.

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