Dados na China geram preocupação; juros podem voltar a subir, diz banco

SÃO PAULO – A China volta ao foco nesta quinta-feira (11), com a divulgação de dados inflacionários, geração de crédito, produção industrial e vendas no varejo. Olhando para os números, o Société…

SÃO PAULO – A China volta ao foco nesta quinta-feira (11), com a divulgação de dados inflacionários, geração de crédito, produção industrial e vendas no varejo. Olhando para os números, o Société Générale aponta que o comportamento dos empréstimos bancários e a ampla inflação nas próximas semanas serão cruciais para determinar o momento da próxima política de aperto. “Caso o banco central não veja nenhuma melhora significativa, nós possivelmente teremos outra elevação nas taxas de juros por volta do encontro econômico anual de dezembro, no qual os formadores de política decidem a meta de crescimento e de inflação para 2011”, aponta relatório do banco francês. De acordo com Wei Yao, que assina o relatório da instituição, normalmente os bancos chineses reduzem o ritmo de empréstimos ao final do ano. No entanto, em 2010, a situação não está ocorrendo, sendo que os empréstimos bancários excederam largamente a expectativa do mercado. Este excesso de liquidez, somado às restrições de oferta, levaram os preços de produção e dos custos de produção a subirem.

Números

Na manhã desta quinta-feira foi divulgado pelo banco central chinês que os novos empréstimos em outubro registraram 587,7 bilhões de yuan (US$ 88,5 bilhões), um grande salto sobre os 253 bilhões de yuan emprestados do ano passado. Além disso, também foi anunciado o avanço a um ritmo levemente abaixo do esperado da produção industrial, a uma taxa de 13,1% na comparação ano a ano, enquanto o índice de preços ao consumidor sofreu elevação maior que o esperado, de 4,4% sobre o mesmo mês do ano anterior, atingindo a máxima em 25 meses. Já as vendas no varejo, também abaixo das expectativas, avançaram 18,3% sobre igual período do ano passado, mas recuaram em 0,2% sobre o mês anterior.

Impacto no consumo

“A rápida desaceleração no consumo real sugere que a inflação começa a corroer o poder de compra dos consumidores chineses”, destaca o relatório do Société Générale.

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