Das 24 cidades avaliadas pelo IVC, todas estão com números positivos nas vendas do comércio em geral

O comércio do Estado nos últimos meses vem apresentando números positivos em todas as regiões gaúchas. Uma análise no IVC-RS (Índice de Vendas do Comércio do RS), divulgado pela Fecomércio-RS, em…

O comércio do Estado nos últimos meses vem apresentando números positivos em todas as regiões gaúchas. Uma análise no IVC-RS (Índice de Vendas do Comércio do RS), divulgado pela Fecomércio-RS, em parceria com a FEE, mostrou que, das 24 cidades onde o índice abre especificamente seus resultados, todas estão com variações positivas no volume de vendas do comércio geral dos últimos 12 meses – período de julho de 2007 até julho de 2008. Quando a avaliação é feita para o varejo, apenas São Leopoldo teve resultado negativo (-1,1%), enquanto que nos números do atacado cinco cidades apresentaram desaceleração: Farroupilha (-10,5), Guaíba (-5,2), Bagé (-4,5), Gravataí (-3,3), e Novo Hamburgo (-1,6).

Na análise do IVC-RS, dois municípios conquistaram os maiores crescimentos do comércio nesse período: Passo Fundo, com 17%, e Lajeado, com 16,9%. Segundo uma avaliação do assessor econômico da Fecomércio-RS, Carlos Cardoso, motivos distintos impulsionaram os números destas localidades. Para ele, Passo Fundo, que cresceu 22,2% no atacado e 6,6% no varejo, ganha força pela base agrícola bem desenvolvida na região.

“A produção de soja e itens ligados à produção de biodiesel estão desenvolvendo toda a economia da cidade. Além disso, percebo outra questão importante, que é o posicionamento estratégico de sua localização, composta por um entroncamento rodoviário com ligação para diversas cidades, o que facilita a logística do município”, avalia Cardoso.

Com um crescimento bastante semelhante em termos de volume de vendas (16,9%, Lajeado cresceu, no período, 22,6% no varejo e 4,7% no atacado. Para estes resultados, Cardoso explica que investimentos no setor da indústria de bebidas, além da expansão da construção civil têm propiciado um aumento de emprego e renda dos habitantes, o que, na seqüência, é revertido em aumento de vendas do comércio. Outra explicação pode ser a alta taxa de qualificação profissional buscada pelos moradores de Lajeado, o que aumenta a empregabilidade destas pessoas. “Essa situação converte diretamente a melhora da renda, o que acaba refletindo positivamente no comércio local”, acredita.

Para o final do ano que, segundo análise do economista, os municípios do Estado deverão apresentar números menores, principalmente no comércio atacadista. “Isso não é uma crise, mas sim desaceleração das vendas frente a números que estavam sendo muito altos. E como o atacado antevê o que ocorre com o varejo, podemos acreditar que esta mesma desaceleração deve chegar ao comércio varejista em 2009”, finaliza Cardoso.

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