De que forma a crise mundial afeta o comércio gaúcho

As quedas das bolsas de valores em todo o mundo – incluindo o Brasil – foram geradas por uma grave crise de desconfiança dos investidores. Os problemas na economia americana geraram efeitos negativos, a…

As quedas das bolsas de valores em todo o mundo – incluindo o Brasil – foram geradas por uma grave crise de desconfiança dos investidores. Os problemas na economia americana geraram efeitos negativos, a questão agora é saber até que ponto isso refletirá no dia-a-dia de empresas e de consumidores. No caso do Rio Grande do Sul, segundo estimativa do economista da Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do RS), Eduardo Merlin, setores que dependam mais fortemente do crédito enfrentarão uma desaceleração das vendas.

“A boa notícia é que o Brasil está com seus fundamentos mais sólidos, por isso teremos uma menor contaminação. Mas é preciso alertar que setores que vinham se beneficiando da oferta de crédito terão um freio pela frente”, avalia Merlin. O economista aponta os segmentos de móveis e eletrodomésticos, veículos e de eletroeletrônicos como aqueles que serão mais atingidos. Dados do IVC (Índice de Vendas do Comércio), divulgado mensalmente pela Federação mostravam que, no acumulado do ano, estes setores estavam crescendo a uma taxa superior a 10% mas, com as incertezas dos cenários futuros, já começarão a ter desaceleração.

Para Merlin, um efeito que já aparece para os consumidores na hora das compras é o alongamento das parcelas fixas. Entretanto, a partir de agora, devem permanecer os prazos maiores, mas com uma mensalidade mais cara. “Teremos os dois efeitos desestimulando as vendas. E esse encarecimento do crédito vai mesmo afetar alguns setores”.

Para os lojistas, que enfrentam ainda o aumento dos preços do dólar, a dica do economista é de evitar as dívidas de longo prazo. “Outra boa saída é para o empresário que tiver sua dívida indexada em dólar, por exemplo, é buscar ter alguma receita proveniente do mesmo indexador”, explica. Para os comerciantes do Estado, Merlin sinaliza que a crise deverá ser contornada pelo Brasil. “As medidas já estão sendo tomadas no exterior, por esta razão não acreditamos em algo que se alongue por um grande período. As coisas deverão voltar ao patamar onde estavam antes do início da crise”, finaliza.

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