Defasagem na tabela do IR atinge bolso dos brasileiros

O trabalhador que conquistou, nos últimos anos, aumentos salariais e faz parte agora da classe média terá de ajustar as contas com o Leão. Estudo da Ernst & Young Terco mostra o descompasso entre o aumento…

O trabalhador que conquistou, nos últimos anos, aumentos salariais e faz parte agora da classe média terá de ajustar as contas com o Leão. Estudo da Ernst & Young Terco mostra o descompasso entre o aumento da inflação e a correção da tabela do imposto de renda (IR). O avanço inflacionário nos últimos 15 anos, até 2010, foi de 97,85%, mas o reajuste da tabela foi de 53,50% no mesmo período, levando a uma defasagem acumulada da tabela do IR, até 2010, de 44,35%. Mesmo com a correção do governo, de 4,5% para 2011, que foi anunciada pela Receita Federal, mas ainda não foi confirmada por legislação, a defasagem seria de 45,60%, abaixo da estimativa de inflação para o ano – em torno de 5,75%. De acordo com Frederico Good God, da consultoria, se a tabela do IR não for corrigida da mesma forma pela inflação, o governo acabará tributando um aumento de renda que não é real e o contribuinte terá de comprar menos para destinar esta parte aos cofres do governo. A análise traz também um comparativo com outros países. O levantamento mostra que, enquanto a Rússia acumula uma defasagem de 294%, na China este índice é de apenas 27,60%, bem abaixo da defasagem brasileira. Em países como o Chile, por exemplo, o ajuste do IR ocorre por meio de uma unidade fiscal que segue a inflação. Por isso, na prática não há defasagem. Na Venezuela, a defasagem acumulada, até 2010, nos últimos 15 anos, de 56,72%, é maior do que a brasileira, enquanto na Colômbia chega a 108,36%.

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