Economista da Fecomércio-RS explica que gastos com o 13º salário serão diferentes neste ano

A economia do Estado terá, no mês de dezembro, uma injeção de recursos devido ao pagamento do 13º salário, o que deve chegar a R$ 3,1 bilhões, no caso dos trabalhadores com carteira assinada. Somente na…

A economia do Estado terá, no mês de dezembro, uma injeção de recursos devido ao pagamento do 13º salário, o que deve chegar a R$ 3,1 bilhões, no caso dos trabalhadores com carteira assinada. Somente na Região Metropolitana de Porto Alegre a quantia deve totalizar R$ 1,8 bilhão. Os valores foram calculados pela assessoria econômica da Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do RS), com base no salário médio e no número de pessoas empregadas no Estado.

Conforme a explicação do economista da Federação, Eduardo Merlin, a expectativa dos empresários gaúchos é de que parte dessa renda seja investida no pagamento de dívidas, enquanto que outra parcela será destinada para o consumo, que aumenta bastante no período de final de ano. “As clientes querem sustentar seus nomes limpos, evitando deixar dívidas, para que possam voltar a ter crédito no futuro. Certamente é interessante para a população e também para os estabelecimentos que a adimplência seja mantida”, avalia Merlin.

O economista prevê que a partir da organização do orçamento as pessoas poderão voltar a consumir produtos com perfil de classe média, ou seja, usando parcelas mais altas. Contudo, o dinheiro para as compras de Natal, férias e viagens terá um perfil um pouco diferenciado daquele de 2007. “No ano passado o dinheiro extra foi usado para comprar bens duráveis mais caros, trocar o carro, a geladeira, por exemplo. O crédito estava disponível no mercado. Entretanto, para 2008, com o crédito mais restrito, deve acontecer uma busca por produtos de menor valor, em que as compras poderão ser feitas à vista ou em poucas parcelas”, explica.

Para Merlin, o momento traz vantagens para os consumidores e também para os lojistas. “Os estabelecimentos precisam de liquidez, ou seja, é valioso ter o dinheiro em caixa para que possam negociar com seus fornecedores. E para o cliente essa tipo de transação à vista também facilita a negociação, o que pode trazer descontos”, detalhou. No final das contas, a aposta que Merlin faz é de que neste ano o Natal seja das roupas, calçados e brinquedos. “São justamente os produtos que conseguem ter o valor que fica dentro do orçamento estimado para os gastos.”

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