Em Brasília, deputados demonstram reconhecimento aos argumentos contrários à redução da jornada de trabalho

Um encontro promovido pela Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do RS) em que a Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS) participou como entidade parceira reuniu…

Um encontro promovido pela Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do RS) em que a Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS) participou como entidade parceira reuniu 13 deputados da bancada federal gaúcha na noite desta terça-feira, dia 11, em Brasília. Os parlamentares acompanharam as argumentações das federações patronais a respeito dos impactos negativos da proposição que visa à redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A Proposta de Emenda Constitucional nº 231/1995 também garantiria um acréscimo do percentual mínimo de remuneração das horas extras, passando de 50% para 75%.

Durante o encontro, os parlamentares conheceram alguns dados que apontam que o tema em debate traria como efeito principal o corte de empregos, e não a geração de vagas de trabalho, conforme defendem as entidades de trabalhadores. Segundo demonstraram os dirigentes empresariais presentes, um exemplo dessa lógica de que o engessamento das relações trabalhistas gera como efeito direto o encarecimento da mão de obra acontece nos países que optaram por este modelo para estimular o aumento das contratações, como Alemanha e França. Nesses locais, foi estipulada a redução de 40 horas semanais para 35, entre as décadas de 80 e 90, e os resultados foram a elevação, em 2007, das taxas de desemprego. No primeiro caso pularam de 2,2%, antes da mudança, para 8,7%, após a diminuição. No segundo, o percentual subiu de 4,8% para 8,6%.

Conforme destacou o deputado federal Beto Albuquerque, as informações serão repassadas aos demais colegas de bancada, para que isso permita uma votação consciente sobre o assunto. Os demais parlamentares presentes demonstraram interesse pelo tema e, durante o encontro, deixaram clara a percepção da gravidade da proposta e de sua importância para toda a sociedade. Conforme explicaram alguns dirigentes da Fecomércio-RS, são as negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores que devem balizar as horas de trabalho, pois apenas a análise de cada caso pode perceber as particularidades dos diversos segmentos econômicos e de cada cidade brasileira.

Pela Fecomércio-RS, formaram a comitiva de dirigentes que foram a Brasília os vice-presidentes Zildo De Marchi, Manuel Suárez, Luiz Carlos Bohn e Renato Turk Faria; o vice-presidente regional Ibrahim Mahmud; o assessor da presidência Derly Cunha Fialho; o diretor regional do Sesc/RS, Everton Dalla Vecchia; o diretor regional do Senac-RS, José Paulo da Rosa, e o cientista político Rodrigo Giacomet. Para eles, um encontro como esse com os deputados permite o esclarecimento de falsos conceitos, o que garante o melhor conhecimento do assunto antes de uma votação tão importante.

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