Empresas com padrões de excelência têm melhor desempenho financeiro

SÃO PAULO – As empresas que apresentam padrão de excelência, disseminado pela FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), registram desempenho financeiro superior, na comparação com outras empresas que não…

SÃO PAULO – As empresas que apresentam padrão de excelência, disseminado pela FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), registram desempenho financeiro superior, na comparação com outras empresas que não utilizam. É o que revela uma pesquisa realizada pela Serasa Experian a pedido da FNQ. Os dados revelam que o faturamento, o lucro e a receita destas empresas são maiores do que os da média das empresas que não aplicam o MEG (Modelo de Excelência da Gestão). Já o endividamento é menor. O diretor-executivo da FNQ, Ricardo Corrêa, afirma que o resultado apresentado evidencia a importância da busca pela excelência. “O estudo mostra que o uso do MEG como referência para autoavaliação, definição de planos de melhoria e implantação de um programa de excelência da gestão geram resultados concretos para a empresa”, diz.

Por setor

Na análise por segmento, o levantamento indica que, na indústria, as empresas que utilizam o MEG apresentaram os melhores desempenhos. Para ter uma ideia, em 2009, o percentual da margem Ebtida sobre o faturamento líquido das usuárias do MEG foi de 19,9%, enquanto o das demais ficou em 14,6%. O resultado também é superior, ao se analisar a margem de lucro ajustada. Apesar da queda da curva no setor industrial em 2008, reflexo de perdas com derivativos e desvalorização cambial, a evolução do índice das indústrias que usam o MEG alcançou 19,6% em 2009, frente a aproximadamente 12% da média no setor. Em relação ao endividamento total sobre o patrimônio líquido, novamente as empresas que usam o padrão de excelência de qualidade se destacaram, com proporção de 107%, contra 116% das que não usam. Além do endividamento menor, as indústrias que adotam o MEG também conseguiram investir 11,4% a mais em 2009, contra 8,2% das demais.

Comércio e serviços

Sobre o comércio, a pesquisa indica ainda que as empresas que usam o MEG ficaram menos endividadas do que as demais empresas do setor. As usuárias do modelo somaram um endividamento total de 70%, contra 186% das outras, e endividamento bancário de 5%, ante 78% da média do setor. As empresas do comércio também tiveram uma evolução de 85,7% em seu faturamento, enquanto as outras empresas do setor cresceram 62%. No mesmo período, a margem de lucro ajustada das empresas que aplicam o modelo disseminado pela FNQ ficou em 3,5%, contra 2,9% do restante do setor. As empresas de serviços também apresentaram ganho. Aquelas que aplicam o MEG registraram alta no faturamento de 32,7% em 2009, enquanto o setor em geral variou 25,3%. Já a margem Ebitda das usuárias do modelo foi de 26% e as demais apresentaram um índice de 23,5%.

Sobre a pesquisa

O levantamento é realizado a cada dois anos. Nesta edição, foram analisadas 179 empresas usuárias do modelo entre os anos de 2000 e 2009.

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