Entidades debatem os desafios da comunicação no País

Presidentes de entidades que representam setores ligados à comunicação social e ao comércio varejista estiveram reunidos ontem, em Porto Alegre, para debater os desafios e as estratégias da comunicação…

Presidentes de entidades que representam setores ligados à comunicação social e ao comércio varejista estiveram reunidos ontem, em Porto Alegre, para debater os desafios e as estratégias da comunicação institucional. O painel foi parte da programação local do MaxiMídia, um evento que acontece em São Paulo e é transmitido via satélite para 20 cidades.

No encontro, os palestrantes destacaram os desafios de integrar conhecimentos e consolidar o papel social de cada entidade. Para Luiz Coronel, representante da Associação Latino Americana de Agências de Publicidade (ALAP), uma sociedade será mais saudável quanto mais saudável for sua comunicação. Anda assim, ressaltou o debatedor, sempre haverá tentativas de limitar o processo de comunicação. Coronel defendeu a atuação de profissionais comprometidos como forma de enfrentar essas tentativas de limitar ou censurar a comunicação social.

Para o presidente da Associação de Diretores de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS), Daniel Santoro, tanto as entidades empresariais, quanto as que atuam no terceiro setor, devem entender sua função social e perceber em que pontos são capazes de “agregar valor”. Segundo Santoro, o foco das empresas deve ser o desenvolvimento das pessoas e, com esse conceito em mente, é possível traçar estratégias de comunicação eficazes em um ambiente de mudança, de fragmentação de público e de convergência tecnológica. Já Ercy Torma, presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) considera que o papel das entidades de classe ligadas à comunicação é o de provocar debates relevantes. Segundo o dirigente, é neste sentido que a ARI trabalha, promovendo o Fórum Internacional das Águas, por exemplo, e é por essa razão que incentiva a disseminação de publicações segmentadas e de bairro, que consigam entregar conteúdos informativos de qualidade.

A importância da troca de experiências entre as entidades foi destacada por Vilson Noer, presidente do CDL-POA. Durante o debate, Noer apresentou a base de dados do CDL-POA, o Atlas do Varejo, que mostra as características do comércio instalado em cada bairro da cidade, suas potencialidades e os indicadores sócio-econômicos locais. O estudo despertou o interesse do presidente da Associação Riograndense de Propaganda (ARP), Daniel Skowronsky, em criar uma plataforma que dê acesso às entidades participantes aos conteúdos específicos de cada uma.”A informação existe em excesso e está muito dispersa. Isso gera perdas nas tentativas de busca e muitas vezes não conseguimos chegar aos dados que queríamos”, defendeu o dirigente.

De acordo com o presidente da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), Alexandre Gadret, a única maneira que as entidades têm de demonstrar sua importância é fazer uma comunicação correta, tanto com seus sócios, quanto com o restante da sociedade. Neste sentido, ele usou como exemplo o Relatório Social, que em 2009 demonstrou em números a capacidade de mobilização da Agert, que conseguiu destinar em espaços de transmissão para campanhas sociais o equivalente a mais de R$ 60 milhões.

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