Entidades do comércio se reúnem com o Governador Sartori

A pauta principal foi o Imposto de Fronteira.

No Dia do Comerciante, celebrado nesta quinta-feira, dia 16, as entidades ligadas ao varejo não têm muito o que comemorar. Na tarde de ontem, 15, a Secretaria Estadual da Fazenda anunciou prazo de cinco anos para a regularização de dívidas de ICMS de compras interestaduais. O benefício é para empresas enquadradas no Simples Nacional que não quitaram a alíquota diferencial. De acordo com a normativa, o pagamento da dívida pode ser feito em até 60 parcelas e contempla o tributo que deixou de ser recolhido entre janeiro de 2012 e o fim do ano passado. Entretanto, essa solução não atende às necessidades do setor, até porque foi mantido o Imposto de Fronteira. Assim sendo, os representantes das entidades do comércio mantém a orientação aos empresários para que efetuem os depósitos judiciais, mas salientam que continuarão lutando para que o prazo de pagamento seja ampliado para 180 meses, reduzindo multas, juros e encargos. O Governador ficou de encaminhar esse pedido ao CONFAZ.

Acompanhados dos deputados estaduais Elton Weber, Jorge Pozzobom e Frederico Antunes – que momentos antes havia proposto um Grande Expediente na Assembleia Legislativa e que conduziu o encontro no Palácio Piratini – os presidentes Gustavo Schifino, da CDL POA, Paulo Kruse, do Sindilojas Porto Alegre, Simone Leite, Federasul, Vilson Noer, da AGV, e Luiz Carlos Bohn, da Fecomércio, foram recebidos em uma audiência exclusiva tendo na pauta o Imposto de Fronteira.

Paulo Kruse, presidente do Sindilojas Porto Alegre, afirma que a situação atual é preocupante. “Há casos de empresários que somente vendem itens que não são produzidos no nosso Estado, estão com dívidas altas em função desta alíquota e não vão conseguir regularizar. Vai ocorrer fechamento de empresas e o Estado continuará não arrecadando. Precisamos discutir uma alternativa viável para todos”, reforça.

O governador José Ivo Sartori comprometeu-se em encaminhar as solicitações para análise e discussão. “Vamos ver o que é possível fazer, mas é importante salientar que o diálogo deve continuar”, finalizou.

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