Erros que podem afundam a empresa familiar

Saiba o que evitar para garantir a longevidade da companhia

Pesquisas de mercado indicam que 70% das empresas familiares não chegam à segunda geração. Dessas, 80% não alcançam a terceira. Para garantir perenidade do negócio construído pela família, é preciso evitar alguns erros. É o que explica Pedro Adachi, especialista no tema e fundador da Societás Consultoria.

O processo sucessório em uma empresa familiar deve ser planejado levando em consideração as particularidades de cada grupo familiar e empresarial.  Deve ser iniciado com a presença do fundador da empresa e com a participação ou o aval de todos os envolvidos. É preciso que haja, durante todo o processo, um clima de diálogo para tratar dos conflitos já existentes e dos que podem surgir. 

Os herdeiros devem ser conscientizados de que não vão herdar uma empresa, mas uma sociedade composta por pessoas que não se escolheram. Assim, é preciso separar claramente os conceitos de família, propriedade e empresa. Durante todo o processo, deve haver um clima de diálogo para tratar dos conflitos já existentes e dos que podem surgir. 

É fundamental não confundir a profissionalização da gestão (criação de organogramas e definição de funções para os herdeiros)  um processo que não soluciona a transição com a profissionalização da sociedade, que criará uma consciência societária entre os herdeiros. 

Veja a seguir os equívocos mais comuns: 

1. Negar que existem problemas é um dos maiores erros. Segundo Adachi, sem assumir que os conflitos existem, é impossível resolvê-los 

2. Procurar fórmulas prontas para solucionar os problemas não funciona. “É um erro pensar: Se meu vizinho fez isso e funcionou, tentarei o mesmo”, diz o consultor. “Quando se trata de pessoas, não dá para copiar e colar. É preciso entender, caso a caso, o que está acontecendo”
 
3. Falta de planejamento é outro gargalo. O momento de passar o bastão de uma geração para outra é bastante delicado e pode causar estresse e conflitos na família. E isso tanto do ponto de vista da propriedade do negócio quanto da liderança executiva. No caso da propriedade, explica Adachi, a resolução pode passar pela organização de uma holding – ou outra estrutura adequada para dividir o patrimônio entre os membros da família. O mesmo vale para a definição das funções dos integrantes que participam do negócio

4. Não documentar regras e condutas também prejudica o futuro da companhia. Segundo Pedro Adachi, não ter regras claras é uma receita – essa, sim, quase certa – para a falência do negócio no longo prazo. “Sem definir os procedimentos, os acionistas estão cultivando o sumiço, a morte da companhia", finaliza.

 

Fonte: Supermercado Moderno

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