Exportação cresce mais que importação no mês de outubro

Pela primeira vez neste ano, as exportações brasileiras de outubro cresceram mais do que as importações, o que ajudou a melhorar o desempenho da balança comercial no ano. Com isso, o saldo da balança…

Pela primeira vez neste ano, as exportações brasileiras de outubro cresceram mais do que as importações, o que ajudou a melhorar o desempenho da balança comercial no ano. Com isso, o saldo da balança comercial no mês passado foi de US$ 1,854 bilhão, um resultado 48% maior do que em outubro do ano passado. As exportações somaram US$ 18,381 bilhões, com alta de 37% na comparação com o mesmo mês de 2009, e as importações totalizaram US$ 16,527 bilhões, crescimento de 35,9% ante outubro do ano anterior.

Este resultado foi influenciado principalmente pelo aumento dos preços de commodities no mercado internacional. O minério de ferro, por exemplo, foi vendido 200% mais caro em outubro. Este é um dos principais itens das vendas brasileiras ao exterior. O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, demonstrou que as exportações de produtos básicos foram as que mais aumentaram no mês passado. Enquanto as vendas de produtos industrializados cresceram 24% em comparação com setembro, as vendas de básicos (como produtos agrícolas e minerais) subiram 58%.

Embora a quantidade exportada tenha crescido, o aumento de preço foi a principal influência na balança comercial de outubro. “Os básicos vêm ganhando participação porque os preços estão subindo muito. Isso é causado pela demanda asiática”, afirmou Barral. Apesar da melhora do saldo comercial no mês passado, no acumulado do ano o resultado ainda é 35% pior que o do mesmo período do ano passado. De janeiro a outubro, a balança comercial acumula superávit de US$ 14,627 bilhões (média diária de US$ 70,3 milhões), resultado de exportações de US$ 163,3 bilhões menos importações de US$ 148,6 bilhões.

Barral afirmou que o governo continuará a colocar em prática as medidas já anunciadas que têm por objetivo aumentar a competitividade das exportações brasileiras. Segundo ele, o “Eximbank nacional” deve ser criado até o fim do ano, assim como a implementação do chamado “drawback Isenção”, que vai ampliar a desoneração da cadeia de bens fabricados no País para exportação.

“Vamos continuar trabalhando, mas as medidas em implementação tratam de problemas pontuais. A logística brasileira também precisa ser atualizada, pois há uma sobrecarga. Além disso, temos que trabalhar a questão tributária”, disse Barral. Segundo o secretário, a questão cambial ganhou tamanha importância para a competitividade dos produtos brasileiros porque outros gargalos, como a infraestrutura, ainda não foram amenizados.

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