Fecomércio-RS acredita em vendas aquecidas no final de ano

Os empresários gaúchos estão aprendendo a lidar com novos fatores econômicos que poderão ter grande influência no volume de transações comerciais e até mesmo na abertura de vagas de emprego para este…

Os empresários gaúchos estão aprendendo a lidar com novos fatores econômicos que poderão ter grande influência no volume de transações comerciais e até mesmo na abertura de vagas de emprego para este final de ano. Contudo, para a Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do RS), a alta nas vendas de final de ano deve acontecer, com a diferença de não ser tão expressiva como aquelas obtidas em anos anteriores.

Uma explicação do assessor econômico da Fecomércio-RS, Carlos Cardoso, é de que os setores que terão uma desaceleração maior nas suas vendas são aqueles baseados na oferta de crédito. “É o caso dos segmentos de linha dura, como veículos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. O número de parcelas para estes itens ficarão menores e possivelmente com valores mais altos, o que poderá afastar alguns consumidores”, explica Cardoso. Mas ele afirma que o ramo mole (vestuário, alimentação, calçados, etc.) deve continuar com um bom ritmo nas vendas, com os consumidores apostando em substituição de produtos mais caros por outros mais baratos.

Em contrapartida, Cardoso acentua que a expectativa da Federação é de que a injeção de recursos na economia trazida pelo pagamento do 13º salário possibilite o aumento do consumo. “Esse dinheiro será um alicerce para as compras de Natal. Além disso, o recurso servirá para pagamento de contas, o que poderá evitar o endividamento da população”, avalia. Uma outra aposta da Fecomércio-RS é de que o dinheiro antes investido para as compras de bens duráveis sejam agora redirecionadas para itens de menor valor, o que possibilita as compras à vista.

Em relação às vagas de empregos temporárias, o assessor lembra que muitos setores contrataram durante o ano, por esta razão a força de trabalho mais qualificada já está inserida no mercado, o que pode causar dificuldades para o comércio encontrar trabalhadores preparados para todas as suas vagas. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisa (IFEP) mostrou que para o último trimestre do ano a expectativa é de que sejam abertas 72 mil vagas temporárias.

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