Fecomércio-RS aponta influência da crise nas vendas do comércio gaúcho em novembro

Apesar de a crise econômica mundial estar em pauta há cerca de um ano no mundo, foi em novembro que ela se manifestou de forma mais consistente no comércio gaúcho. De acordo com o Índice de Vendas do…

Apesar de a crise econômica mundial estar em pauta há cerca de um ano no mundo, foi em novembro que ela se manifestou de forma mais consistente no comércio gaúcho. De acordo com o Índice de Vendas do Comércio (IVC), calculado em parceria entre a Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do RS) e a FEE (Fundação de Economia e Estatística), o penúltimo mês de 2008 registrou queda de 3,6% no seu volume de vendas na comparação com o mesmo período de 2007.

O comércio varejista registrou variação negativa de 3,4%, influenciada principalmente pela venda de livros, jornais, revistas e papelaria (-11,4%). Já o atacado apresentou redução de 3,7%, sendo o setor de produtos intermediários industriais o de maior influência (-28,5%). De acordo com Eduardo Merlin, assessor econômico da Fecomércio-RS, os dados refletem o abalo do setor terciário em decorrência da crise econômica mundial. “”Na série histórica, observamos a maior queda no volume de vendas do comércio, em relação ao mesmo mês do ano anterior, desde outubro de 2005″”, lembra o economista.

Conforme Merlin, o estouro da crise, observado em setembro, ainda não havia gerado reflexos no setor terciário porque o mesmo se encontrava no auge de seu crescimento. “”Em outubro já se pôde sentir um pouco dos efeitos, especialmente em setores que dependiam muito do crédito, como eletrônicos, veículos e material de construção. Em novembro, por outro lado, as quedas se generalizaram devido a um movimento de cautela por parte de varejistas e consumidores.

“” Mesmo que no acumulado do ano (de janeiro a novembro de 2008) tenha sido registrada uma elevação de 4,9% no volume de vendas do comércio gaúcho, o economista lembra que o resultado está bem abaixo dos demais apresentados na série histórica – no acumulado do ano referente ao período entre janeiro e outubro de 2008, por exemplo, a alta chegou a 5,8%. Para dezembro, Merlin destaca uma provável elevação no volume de vendas, visto que as compras de Natal foram deixadas para as duas semanas precedentes à data – o que também contribuiu para o fraco desempenho do comércio em novembro. “”Muita gente deixou de comprar em novembro para se preparar para as festas de final de ano. Ao mesmo tempo, grande parte das compras do período não foi feita via crediário, e sim à vista ou com cheques pré-datados.””

Contudo, o economista acredita que no Brasil os efeitos da crise não serão tão graves como nos Estados Unidos, onde o último mês do ano teve queda de 2,7% nas vendas. “”As más notícias levam a um comportamento mais controlado por parte do consumidor, que não quer ficar inadimplente. Porém, os níveis de inadimplência devem se elevar um pouco, e dezembro deve dar o tom de como será o primeiro semestre de 2009″”, antecipa, lamentando que o comércio esteja se apoiando na redução dos preços para manter as vendas. “”O IPCA de dezembro, por exemplo, apontou deflação em um mês em que geralmente há alta de preços. O IGP-10 de janeiro foi o mais baixo da série histórica””, conclui.

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