Frio impulsiona aumento das vendas no varejo

A queda na temperatura no Rio Grande do Sul já impulsiona o aumento das vendas no varejo. A expectativa da CDL Porto Alegre é que, se o frio continuar, o mês de julho possa representar incremento entre 8% e…

A queda na temperatura no Rio Grande do Sul já impulsiona o aumento das vendas no varejo. A expectativa da CDL Porto Alegre é que, se o frio continuar, o mês de julho possa representar incremento entre 8% e 10% em volumes comercializados em relação a 2009. “Na semana passada, com a temperatura mais amena, estávamos registrando algumas perdas no comércio. Mas, agora, há tendência de recomposição dos índices”, frisou o presidente da CDL, Vilson Noer. O indicativo de continuidade do frio é comemorado pelos lojistas.“O frio vai salvar o mês que ficou comprometido nos 10 primeiros dias por conta da Copa do Mundo”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas), Ronaldo Sielichow. Ao contrário de Noer, ele tem projeções de crescimento mais modestas. “Trabalhamos com crescimento máximo de 6% sobre as vendas realizadas em julho do ano passado”, projetou. Já o presidente da Federação das CDLs, Vitor Koch, ressaltou que as baixas temperaturas movimentam todos os segmentos do comércio.“No Interior, é elevada a procura por fogões à lenha e aquecedores”, ressaltou. Segundo ele, as demandas de consumo sempre acentuam frente às sensação de frio. “É normalmente nesta época do ano que os consumidores adquirem móveis e equipamentos para tornar os ambientes domésticos mais confortáveis”, comentou Koch, que espera incremento consolidado de 12% nas vendas dos meses de maio, julho e julho sobre os resultados de igual período de 2009. Os termômetros da Capital despencaram nesta quarta-feira para 2,4 graus, motivando uma corrida às lojas especializadas na comercialização de cobertores. “Por conta do movimento, optamos por realizar promoções em todas as seções da loja”, relatou a promotora de vendas de uma filial da Rainha das Noivas, Maria de Lourdes Bernardes. Na terça-feira, quando a mínima registrada na Capital foi de 5 graus, a loja já estava dando um edredom de brinde para quem comprasse um cobertor de lã de casal por R$ 197,00.Ontem, com o agravamento do frio, na compra de um cobertor ou de um edredom com preços a partir de R$ 99,00 o consumidor levava outro produto igual ao adquirido, de graça. “Tomara que o frio continue, mas sem chuva”, disse. A aposentada Carmelina Colvero dos Santos decidiu renovar os cobertores e edredons com a intenção de doar os antigos para uma família carente. “Aproveitei a promoção”, justificou.Ontem, o frio na região Sul do país bateu recorde. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o município catarinense de Urupema registrou a menor temperatura do país: 7,8 graus abaixo de zero. No Paraná, a mínima ocorreu em General Carneiro, onde os termômetros marcaram -5,7 graus. Em solo gaúcho, Vacaria teve a menor temperatura do dia: -3,4 graus. De acordo com o Climatempo, o frio intenso é provocado por uma massa polar extremamente forte que começou a avançar sobre o Centro-Sul do Brasil a partir de segunda-feira. Por conta disso, as temperaturas seguem baixas pelos próximos dias e aquecendo o comércio.

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