Gaúchos pagam os juros mais elevados do País

Segundo a Anefac, consumidores contestam valores na Justiça
Os gaúchos pagam a conta mais alta na hora de parcelar as compras. Pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e…

Segundo a Anefac, consumidores contestam valores na Justiça
Os gaúchos pagam a conta mais alta na hora de parcelar as compras. Pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) revela que a taxa no Rio Grande do Sul chega a 111% ao ano e 6,42% ao mês, a maior praticada no Brasil, cuja média fica, respectivamente, em 102,13% ao ano e 6,04% ao mês. O motivo que tem colocado o Estado nesta posição indesejada do ranking é o fato de muitos consumidores contestarem os valores na Justiça.

Comum entre os gaúchos, a prática faz com que o risco de não recebimento ou demora no pagamento do dinheiro – o que vai depender do tempo que o Judiciário leva para dar o parecer sobre os processos -, resulte em desculpa para os bancos aumentarem as taxas. “A possibilidade de inadimplência aumenta e, com isso, o sistema financeiro busca uma forma de se ressarcir”, explica o coordenador do trabalho e vice-presidente da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira. A boa notícia, segundo ele, é que a tendência de queda nas taxas para os gaúchos tem se verificado nos últimos anos. Como houve uma avalanche de processos questionando os valores cobrados, a Justiça passou a ser mais criteriosa na análise. Resultado: nem sempre o ganho de causa é do reclamante. Para os moradores de São Paulo, a conta é menos salgada: o parcelamento custa 5,40% ao mês, conforme dados de julho.

Das taxas apuradas pela Anefac, os juros do crediário do comércio estão entre os menores, na comparação com as demais modalidades de crédito analisadas pela entidade. O juro do cartão de crédito está em 237,93% ao ano (10,68% ao mês), o do cheque especial está em 136,59% anuais (7,44% mensais) e o do empréstimo pessoal em financeiras, em 253,26% ao ano (11,09% mensais). No fim da lista, estão empréstimo pessoal em bancos (85% anuais e 5,26% a.m.) e as taxas do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) concedido por bancos (38,48% ao ano e 2,75% mensais).

A Anefac acredita que, a partir de agora, o consumidor vai encarar uma nova situação: reduções dos juros superiores às quedas da taxa básica. Isto porque, pelo sexto mês consecutivo, as taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser reduzidas, constatou a pesquisa. Os recuos no mês de julho podem ser atribuídos à redução da taxa básica de juros (Selic), bem como à melhora no cenário econômico.
Entre os fatores que contribuirão para este cenário constam a Selic em patamares que desestimulam aplicações em tesouraria, maior competição no sistema financeiro, melhora do ambiente econômico com menor risco de inadimplência, introdução do Cadastro Positivo, o baixo volume de crédito existente no País, além do fato de as taxas de juros estarem em patamares elevados.

Para Oliveira, as taxas de juros das operações de crédito bem como as condições de crédito (ampliação dos prazos, aumento do volume emprestado, maior flexibilidade) deverão melhorar neste segundo semestre porque o pior da crise já passou. Também contribuem as sinalizações de novas reduções da taxa básica de juros, o que levará as instituições financeiras a emprestar mais, provocando maior competição no mercado.

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