Geração de empregos no varejo gaúcho se manteve estável em março

O comércio no Rio Grande do Sul contabilizou em março decréscimo de 189 postos de trabalho. O número pode ser considerado estatisticamente um desempenho neutro, mas mesmo assim interessante sob o ponto de…

O comércio no Rio Grande do Sul contabilizou em março decréscimo de 189 postos de trabalho. O número pode ser considerado estatisticamente um desempenho neutro, mas mesmo assim interessante sob o ponto de vista da dinâmica do mercado de trabalho no Rio Grande do Sul.

– Em função de o carnaval ter ocorrido em março, vários trabalhadores que teriam seus contratos temporários encerrados em fevereiro tiveram prorrogação até o mês subsequente nas cidades do litoral gaúcho. Paralelamente, os municípios de maior tradição comercial no estado vão absorvendo esse contingente – explica o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

Entre os municípios que mais demitiram estão cidades do litoral como Capão da Canoa, Tramandaí, Torres, Xangri-lá e Imbé. A mão de obra foi absorvida pelo mercado de cidades como Porto Alegre, Santa Maria e Esteio.

Em março último, de acordo com os dados do CAGED, o Rio Grande do Sul gerou um saldo positivo 13,708 empregos, superando inclusive o total nacional que ficou 13.117 postos de trabalho. Em relação ao mesmo mês de 2013, a geração foi 51,2% inferior. Esse percentual não é um dado qualitativamente negativo, na medida em que na edição anterior dessa análise da FCDL-RS foi identificada a antecipação de contratações em fevereiro (alta de 55% em relação a fevereiro de 2013). No acumulado do ano, o RS já contabiliza um saldo positivo de 49.779 contratados, sendo 3.207 no comércio varejista.

Os setores que lideraram as dispensas foram aqueles típicos do consumo de veraneio (vestuário, minimercados, farmácias e revistarias), enquanto os maiores contratantes foram os segmentos do comércio mais associados ao impacto do pós-férias nos maiores centros regionais de consumo (super e hipermercados, combustíveis e móveis.

Para abril, a expectativa é que o varejo gaúcho volte a gerar saldos positivos de contratação, sendo impulsionado pelas vagas temporárias voltadas para o atendimento aos clientes no dia das mães, em maio.

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