Governo já admite mínimo maior

Em meio ao impasse sobre o salário mínimo, deputados prometeram apresentar emendas à medida provisória (MP) sobre o tema propondo valores maiores. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pretende apresentar…

Em meio ao impasse sobre o salário mínimo, deputados prometeram apresentar emendas à medida provisória (MP) sobre o tema propondo valores maiores. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pretende apresentar emenda com o valor de R$ 560, enquanto o líder do PDT e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (SP), vai sugerir R$ 580. Internamente, o próprio governo já admite um valor na casa do R$ 550.

Um dos maiores interessados em um reajuste maior é o candidato do Planalto à presidência da Câmara, Marco Maia (PT). Em reunião ontem, ele foi avisado pelo PDT de que o apoio a suas pretensões está condicionado a um aumento maior no mínimo. – O governo mandou a proposta do mínimo para o parlamento, só que o governo precisa também entender que ali é também um espaço de diálogo – afirmou Maia.

A MP sobre o salário mínimo deve ser votada em fevereiro. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a avisar que o governo vetaria valores maiores que R$ 540 – mas a equipe econômica já se convenceu de que as pressões obrigarão o Planalto a recuar.

Em resposta, Cunha disse que vai apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para alterar o rito de tramitação dos vetos. A ideia é que os vetos sejam votados da mesma forma que as medidas provisórias, analisadas pela Câmara e pelo Senado. – Todo mundo sabe que R$ 540 é um valor político a ser negociado e essa negociação vai ocorrer de qualquer forma. Se vai ser R$ 545, R$ 560, R$ 580 ou R$ 600 ninguém sabe. O Congresso é soberano e vai decidir – disse.

A polêmica envolvendo o valor do salário mínimo teve início depois que o PMDB ficou insatisfeito com a partilha de cargos no governo Dilma Rousseff. Em meio ao desgaste, os peemedebistas anunciaram que não estão convencidos do valor do salário mínimo de R$ 540 fixado para 2011. Para conter a animosidade entre os partidos, a presidente decidiu suspender as nomeações para o segundo escalão. As indicações voltarão a acontecer depois das eleições no Congresso.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), disse que o partido quer discutir o valor com a equipe econômica. – O PMDB não está convencido, mas pode ser convencido. O que queremos é que a área econômica converse com a base aliada, para que possa explicar o porquê desse valor, para que o Congresso possa, com independência e soberania, mas com muita consciência política, definir seu posicionamento na hora da votação. O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, colocou-se à disposição para moderar a negociação entre seu partido, o PMDB, e o governo.

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