Inadimplência das empresas volta a subir e fica em 6,6% em julho

O índice de inadimplência das empresas brasileiras apresentou alta de 6,6% em julho. A variação positiva veio depois de uma queda em junho de 9,6%. Dificuldades de recuperação apresentadas pelas empresas,…

O índice de inadimplência das empresas brasileiras apresentou alta de 6,6% em julho. A variação positiva veio depois de uma queda em junho de 9,6%. Dificuldades de recuperação apresentadas pelas empresas, mesmo com a melhora do cenário econômico, justificam o incremento.

Os dados são do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, divulgado nesta segunda-feira (24). De acordo com os técnicos da instituição, além da dificuldade de recuperação, o maior número de dias úteis também contribuiu para o aumento frente a junho.

A alta também é verificada na comparação de julho de 2009 com julho de 2008, quando houve uma elevação de 26,3% na inadimplência das pessoas jurídicas. No acumulado do ano, de janeiro a julho, a alta ficou em 29,7%.

Segundo os técnicos, a alta indica que mesmo com a recuperação econômica a partir de maio, a queda dos juros, a resposta do mercado interno e a volta gradual do crédito ainda não foram suficientes para as empresas se recuperarem dos danos advindos da crise.

Tipo de dívida
Ainda considerando os primeiros sete meses deste ano, os títulos protestados seguem liderando o ranking das dívidas das empresas, com 41,6% de participação na inadimplência. O percentual, entretanto, foi inferior ao registrado no mesmo período de 2008 (42,1%).

Na segunda colocação aparecem os cheques sem fundos, com representatividade de 39% na mesma base comparativa. No mesmo período do ano passado, o peso na inadimplência desta categoria era de 38,7%.

As dívidas com os bancos, por sua vez, representaram 19,4% do total da inadimplência das empresas nos primeiros sete meses de 2009. No mesmo período do ano anterior, essa modalidade contribuía com 19,2% de participação.

Valor das dívidas
Se o peso das dívidas com o sistema financeiro foi o menor no total da inadimplência, o mesmo não aconteceu com os valores destas ocorrências: a média dos débitos atingiu R$ 4.563,70 no acumulado entre o primeiro e o sétimo mês do ano, o que representa um crescimento de 3,6% frente ao mesmo período de 2008.

Já a dívida média referente aos títulos protestados ficou em R$ 1.805,48 no período analisado (+20,7%, na mesma base comparativa). Os cheques sem fundos, por sua vez, registraram uma média de R$ 1.461,35 no período, sendo que houve avanço de 14,5% ante o mesmo período de 2008.

Análise da situação
Para os técnicos da Serasa Experian, as empresas ainda enfrentam problemas, em termos de liquidez, para financiar suas atividades, investimentos e dívidas. Eles ainda ressaltam que a recessão verificada em outros países e o real valorizado acabam por prejudicar as empresas exportadoras.

Mesmo com a melhora do quadro econômico, a instituição espera que as taxas de inadimplência das empresas se mantenha em patamares elevados, frente a 2008. No entanto, poderá haver quedas no último trimestre deste ano.

Metodologia
O Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Jurídica, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com as instituições financeiras. A divulgação é mensal.

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