Incerteza leva mercado a cobrar juros maiores

Numa reação às indicações de que o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, não será reconduzido ao cargo no governo de Dilma Rousseff, as taxas de juro negociadas na Bolsa de Mercadorias &…

Numa reação às indicações de que o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, não será reconduzido ao cargo no governo de Dilma Rousseff, as taxas de juro negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) ontem subiram. No mercado financeiro, a leitura é de que, em algum momento, o governo pretende retirar o status de ministro do cargo de presidente do Banco Central. Além disso, avalia-se que, com uma provável saída de Meirelles, medidas necessárias para combater a pressão inflacionária podem não ser tomadas.

Não está claro, no mercado, o real comprometimento do governo de segurar os gastos – visto como uma condição saudável para baixar os juros. Conforme o boletim Focus, elaborado pelo BC com base na avaliação de economistas do setor financeiro, as estimativas de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano subiram de 5,31% para 5,48%.

Na BM&F, os contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 projetavam taxa de 11,77% ao ano – na sexta-feira, era 11,66%. Nos papéis com prazo mais longo, o avanço foi maior. O contrato de DI com vencimento em janeiro de 2021 subiu de 12,09% para 12,41%.

Presidente eleita se reúne com a área econômica

Dilma se encontrou ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e, em separado, mais duas pessoas cotadas para a equipe econômica: o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e a coordenadora-geral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Miriam Belchior.

Barbosa é um dos cotados para dirigir o Banco Central ou para um cargo de destaque nessa área no Palácio do Planalto. O secretário conquistou a confiança de Dilma na elaboração do programa Minha Casa, Minha Vida e no assessoramento do PAC.

Outros nomes lembrados para o BC são Fábio Barbosa, presidente da Federação Brasileira de Bancos, Octávio de Barros, economista-chefe do Bradesco, e Alexandre Tombini, diretor de Normas do Banco Central.

Miriam, considerada uma técnica de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é um dos nomes cotados para o Ministério do Planejamento. O atual ocupante pode ser remanejado para a Casa Civil.

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