Indústria, varejo e publicidade precisam entender melhor o homem contemporâneo

A indústria, o varejo e a publicidade precisam prestar mais atenção às novas demandas do público masculino. Analisado sob diversas óticas pela Minds & Hearts, empresa de pesquisa pertencente a holding HSR,…

A indústria, o varejo e a publicidade precisam prestar mais atenção às novas demandas do público masculino. Analisado sob diversas óticas pela Minds & Hearts, empresa de pesquisa pertencente a holding HSR, o estudo conclui que embora tenha atitudes e hábitos diferentes das mulheres em vários aspectos, as empresas ainda tratam o homem contemporâneo de maneira única, antiga e estereotipada.

Foram ouvidos na pesquisa qualitativa – num total de 200 horas de gravação – homens e mulheres das classes A, B e C de todo Brasil, envolvendo psicanalistas, psicólogos, jornalistas, neurocientistas, semioticitas e historiadores. Embora a indústria tenha ampliado o volume de produtos lançado a esse público, ficou claro no estudo o quanto as marcas ainda não se aproveitam das reais necessidades dos homens. Existe um código padrão que continua sendo replicado para falar com eles. É o caso, por exemplo, das embalagens em tons como azul, preto ou metálico, com um rótulo estampando as palavras “for men”, sem qualquer outro apelo. Isso, no entanto, não é mais suficiente.

Já nas lojas, o espaço interno ainda é concebido dentro da ótica feminina, sem levar em conta o padrão de compra denominado get in, get it, get out, característico da demanda masculina.

Segue a mesma trilha a publicidade, que tem se prendido fortemente a rótulos e estereótipos. “Metrossexuais, retrossexuais e outros adjetivos são comumente utilizados em anúncios e erram sempre ao criar um estereótipo, ou seja, propor uma verdade que na maioria das vezes não é a da maioria do público alvo”, destaca Naira Maneo, presidente da Minds & Hearts e uma das responsáveis pela pesquisa.

Como fazer, então? – Segundo o estudo, a estratégia mais adequada para atingir o homem moderno é mostrar sempre um equilíbrio entre razão e emoção. Humanizar o homem com visão crítica e bom humor, não focar em gêneros, mas em seres humanos, também pode funcionar.

A utilização de palavras mais adequadas ao sexo masculino é outro elemento da comunicação destacado na pesquisa. “Evitar termos que façam referência ao universo feminino é uma boa maneira de atrair os homens para a compra desses produtos”, ressalta. O fundamental é tratar de questões mais reais e humanas, fazendo uma comunicação e propaganda para falar com homens de verdade, homens que hoje estão se permitindo experimentar mais, seja em sentimentos, em comportamento ou em consumo.

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