Instagram dá outro passo em direção ao e-commerce

Varejistas agora podem linkar suas páginas de produto aos seus anúncios no Instagram

Apesar de lenta, é constante a aproximação do Instagram com o e-commerce. A plataforma social está rodando as primeiras campanhas que transformam os visitantes em compradores com apenas um clique. Finalmente, os varejistas podem linkar as páginas de produto aos seus anúncios no Instagram – o Banana Republic está entre os primeiros a empregar esse recurso – e anúncios ainda mais sofisticados estão à caminho.

Os novos anúncios são parte de uma gestão cuidadosa de lançamento das melhores ferramentas de marketing no Facebook – proprietário do aplicativo de compartilhamento de fotos, que está começando a oferecer uma variedade de produtos comerciais que têm demanda, especialmente levando em conta os $200.000 que muitos deles estão pagando. Esta é apenas a taxa de entrada para comprar os anúncios da plataforma, de acordo com um executivo de marketing digital próximo do Instagram (O Instagram se recusou a comentar a afirmação).

“O Instagram ainda tem grandes coisas para apresentar”, disse o executivo de marketing de Hollywood que comprou anúncios na plataforma. “E eles estão falando mais sobre formas de integrar as compras”.

Outro executivo de publicidade revela que ao invés do botão “Comprar”, o Instagram poderia permitir formas de linkar com as páginas de checkout dos varejistas. Mesmo essa etapa ainda é um empreendimento complicado, dado que o aplicativo é uma grande experiência mobile.

Os primeiros recursos de uso de link do Instagram estão disponíveis desde março quando foi lançado o carrossel de anúncios que permite empresas postarem slideshows de imagens que terminam com um botão para visualizar conteúdo adicional. O Banana Republic usou esse link para levar os visitantes para a página de seus produtos. Foi a primeira vez que o varejista pôde enviar consumidores diretamente para um local de compra de produtos que foram visualizados em um anúncio no Instagram.

“Nós estamos entusiasmados com todas as funcionalidades que estamos utilizando e temos planos de continuar usando as novas ferramentas assim que eles as disponibilizam”, disse o líder de experiência do cliente da Banana Republic, Aimee Lapic. “Uma conexão direta para comprar poderia ser uma ótima ferramenta que seria ótimo utilizar, já que torna a experiência do cliente muito melhor e mais fácil”.

Fontes dizem que mais ferramentas como esta estão por vir. O Instagram disse que está considerando um número de formatos de anúncio que poderia ser um agente de mudança para as marcas, parecido com o que o Twitter construiu nos cards de anúncios altamente customizados que enviam usuários para os produtos de forma fácil. Porém essas mudanças poderiam sinalizar uma mudança fundamental na forma de utilização dos varejistas e na experiência dos consumidores na plataforma, o Instagram está prosseguindo com cautela, sem dúvida, com algum receio de desagradar sua crescente base de usuários (agora com mais de 300 milhões).

O Instagram introduziu seu primeiro anúncio no final de 2013 e desde então tem tentado manter a imagem de local de campanhas brilhantes em oposição às respostas-diretas, e os esforços de clique-direcionado. O alto preço para publicidade tem um reflexo no ar de exclusividade na plataforma. “Estamos pagando pelos anúncios Premium no Instagram”, informou o executivo de Hollywood. Anúncios de vídeo são especialmente mais caros, custando cerca de $30 por 1.000 visualizações, de acordo com fontes.

O Instagram está até mesmo tentando atrair marcas para repensarem qual sucesso gostariam de ter ao oferecer dados de campanha, destinadas a provar que impulsionamentos de impressões de vendas são mais que um monte cliques. “Eles estão tentando possibilitar a atribuição mesmo onde não há uma trajetória digital porque são adeptos em oferecer o slogan de que não é apenas os cliques”, disse Justin Kistner, vice-presidente do Marketing da Mixpo, uma empresa de marketing de rede social. “O Facebook quer ser capaz de olha alguns de suas propriedades mais próximas como o Instagram e o Whatsapp e monetizá-los com uma impressão simples baseada em publicidade para proteger a experiência do usuário”.

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