Intenção de consumo das famílias gaúchas cai 14,5% em julho, aponta pesquisa da Fecomércio-RS

A intenção de consumo das famílias gaúchas apresentou 113,2 pontos em julho, o que representa uma queda de 14,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Todos os componentes que formam o indicador…

A intenção de consumo das famílias gaúchas apresentou 113,2 pontos em julho, o que representa uma queda de 14,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Todos os componentes que formam o indicador tiveram redução e os resultados continuam acenando para queda na confiança das famílias no período recente. O dado consta da pesquisa Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas – ICF, divulgada nesta quinta-feira (17/07) pela Fecomércio-RS e que conta, no mínimo, com 600 famílias em sua amostra.

A moderação do otimismo das famílias foi influenciada, principalmente, pela inflação em patamares elevados nos últimos meses, especialmente na Região Metropolitana de Porto Alegre. “A elevação da taxa básica de juros como forma de combater o processo inflacionário tem refletido nas taxas de juros à pessoa física, tornando o crédito às famílias mais caro”, afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. Segundo ele, a conjuntura de baixo crescimento econômico, que se reflete nos resultados das empresas, também afeta a segurança das famílias em relação ao emprego.

A pesquisa evidencia este cenário: o indicador que mede a segurança com relação à situação do emprego teve recuo de 9,9% em julho na comparação com o mesmo mês de 2013, ficando em 122,1 pontos. Embora a conjuntura de aquecimento do mercado de trabalho permaneça, especialmente no Rio Grande do Sul, onde o patamar da taxa de desemprego encontra-se no nível mais baixo da história, o desempenho fraco da atividade econômica vem impactando na redução desse otimismo. Ainda no aspecto do mercado de trabalho, a avaliação quanto à situação de renda alcançou 120,2 pontos, numa queda de 13,5% sobre julho de 2013. “Apesar do patamar ainda otimista, é preciso mencionar que mesmo com a alta registrada pelas remunerações médias nos últimos meses, a inflação persistentemente alta contribui para a redução da percepção da renda real das famílias”, alerta Bohn.

Os indicadores relacionados ao consumo também foram negativos neste mês de julho. Quanto ao nível de consumo atual, a queda foi de 22% frente a julho do ano passado, alcançando um patamar pessimista de 96,1 pontos. Embora em níveis ainda otimistas, o indicador referente à facilidade de acesso ao crédito caiu 12,8% na mesma base de comparação, aos 119,5 pontos; e o referente ao momento para consumo de bens duráveis, reduziu 6,4%, aos 115,0 pontos.

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