Intenção de consumo das famílias gaúchas registra queda de 6,1% em agosto, indica pesquisa da Fecomércio-RS

A intenção de consumo das famílias gaúchas apresentou 117,3 pontos em agosto, uma queda de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A maioria dos componentes que formam o indicador teve redução…

A intenção de consumo das famílias gaúchas apresentou 117,3 pontos em agosto, uma queda de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A maioria dos componentes que formam o indicador teve redução e os resultados continuam acenando para queda na confiança das famílias no período recente. O dado consta da pesquisa Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas – ICF, elaborada pela Fecomércio-RS e que conta, no mínimo, com 600 famílias em sua amostra.

Entre os fatores determinantes para a manutenção da moderação do otimismo das famílias estão: a inflação, que apesar dos sinais de acomodação, atingiu patamar elevado nos últimos meses, a alta da taxa de juros (Selic), que tem refletido nos juros às pessoas físicas, e o baixo crescimento econômico, que além de impactar sobre os resultados das empresas também afeta a segurança das famílias em relação ao emprego.

O indicador que mede a segurança com relação à situação do emprego teve recuo de 16,9% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2013, ficando em 121,3 pontos. Embora a taxa de desemprego encontre-se em níveis muito baixos, o desempenho fraco da atividade econômica vem impactando na redução do otimismo das famílias dada a menor criação líquida de vagas diante do aumento das demissões. Também no âmbito do mercado de trabalho, a avaliação quanto à situação de renda alcançou 124,7 pontos, numa queda de 3,6% sobre agosto de 2013. “Apesar do patamar ainda otimista, é preciso mencionar que mesmo com a alta registrada pelas remunerações médias nos últimos meses, a inflação persistentemente alta contribui para a redução da percepção da renda real das famílias”, alerta o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

O indicador que mede o nível de consumo atual apresentou queda de 17,3% frente a agosto do ano passado, ficando em um patamar pessimista de 96,5 pontos. Em um cenário mais otimista, o indicador referente à facilidade de acesso ao crédito aumentou 1,1% na mesma base de comparação, aos 121,1 pontos; e o referente ao momento para consumo de bens duráveis cresceu 16,3%, aos 120,5 pontos.

Em relação às expectativas, o indicador de perspectiva profissional atingiu 114,9 pontos, queda de 7,0% em relação a agosto de 2013. Apesar do cenário de baixa desocupação, o crescimento econômico mais lento, especialmente no setor de comércio e serviços, pode estar afetando a avaliação de perspectiva profissional, que se aproxima do patamar de neutralidade. Já a avaliação quanto à perspectiva de consumo, aos 122,4 pontos, representa um recuo de 9,7% sobre agosto de 2013.

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