Intenção de Consumo entre gaúchos registra nova queda em maio

Como já era previsto por empresários e analistas, a intenção de consumo dos gaúchos voltou a cair em maio, chegando a 112,8 pontos. De acordo com o índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF),…

Como já era previsto por empresários e analistas, a intenção de consumo dos gaúchos voltou a cair em maio, chegando a 112,8 pontos. De acordo com o índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF), calculado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e divulgado nesta quinta-feira (26) pela Fecomércio-RS, em abril o índice estava em 118,2, enquanto em março chegou a 135,5. No entanto, assim como no mês anterior, a redução não aponta queda no consumo para os próximos meses, e sim um crescimento mais lento.

Conforme Zildo De Marchi, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, a queda reflete a desaceleração da economia em geral, decorrente, em grande parte, de uma série de políticas praticadas pelo governo desde o ano passado. “Medidas do Banco Central de elevação da Selic e contenção da expansão do crédito começam a fazer efeito, arrefecendo a demanda e encarecendo o custo de financiamento das compras”, afirma, lembrando que na indústria o cenário já demonstra reflexos.

Itens como emprego (127,2 pontos), renda atual (131,8) e investimento em bens duráveis (140,5) ainda são bem-avaliados, puxando o índice para cima. Contudo, quesitos como perspectiva de consumo e perspectiva profissional (ambos com 93,2 pontos), assim como nível de consumo atual (80,9 pontos, atingindo o menor desempenho do último ano), já figuram abaixo dos 100 pontos. “A tendência, a partir de agora, é que o varejo também desacelere, crescendo a taxas menores do que as do ano passado”, antecipa De Marchi.

Entre os entrevistados, 47,8% acreditam que terão uma piora na situação profissional nos próximos seis meses, mas 41% ainda se mostram otimistas em relação a isso. Além disso, 39,9% percebem estar comprando menos do que no mesmo período de 2010. “Como o ano passado foi um período de excelentes resultados para a economia, é natural que o crescimento seja menor agora”, analisa o presidente da Fecomércio-RS. Apesar da diminuição na intenção de consumo, 46,2% das pessoas consultadas acreditam que sua renda familiar está melhor do que em maio passado, enquanto somente 14,4% avaliam piora no orçamento. Para ver a pesquisa completa acesse www.agencia.fecomercio-rs.org.br.

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