IPI para móveis será de 5% depois do fim da isenção

Indústria e varejo comemoram medida, e governo deixará de recolher quase R$ 35 milhões por mêsA indústria moveleira gaúcha festejou a decisão do Ministério da Fazenda de fixar em 5% o Imposto sobre…

Indústria e varejo comemoram medida, e governo deixará de recolher quase R$ 35 milhões por mêsA indústria moveleira gaúcha festejou a decisão do Ministério da Fazenda de fixar em 5% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de todos os tipos de móveis, que têm alíquotas entre 5% e 10%. A mudança foi confirmada ontem, cinco dias antes do fim do prazo de isenção do tributo para o setor. Anunciado no fim de novembro, o IPI zerado surtiu efeito ao conter o ciclo negativo vivido pelo setor com a crise de 2008. Todos os meses do ano passado foram de queda nas vendas.
– Tivemos um avanço de 8% neste ano – informa o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado (Movergs), Ivo Cansan.
Com a mudança, a indústria moveleira espera manter o ritmo de crescimento, mesmo com eventual alta de preços a partir do fim da isenção em 31 de março. O entendimento é que, com o IPI padronizado em 5%, o setor pode reduzir o impacto que teria caso as antigas alíquotas voltassem.
Agora, o desafio das indústrias e do varejo é negociar prazos de pagamento e reduções de margens de lucro a partir de abril para absorver o IPI de 5%, segundo a vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL), Carmen Flores.
Empresas estão contratando, diz presidente do Sindmóveis
O presidente da Movergs não teme um recuo na recuperação do setor. Para o dirigente, mesmo que os preços registrem pequenas altas, o cenário positivo deve se manter: – Talvez o momento econômico possa absorver esse pequeno impacto.
Outro fator que pode colaborar para manter os preços é a menor necessidade de as empresas exportadoras recorrerem a empréstimos para capital de giro. Isso ocorre para compensar a demora na devolução de créditos de IPI referente ao imposto pago na compra de insumos para móveis destinados ao mercado externo.
Para Glademir Ferrari, presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), a medida deve ser suficiente para a confirmar as projeções de crescimento de superior a 10% nas vendas em 2010:
– Estamos contratando e já temos até falta de mão de obra na Serra.
A Receita Federal calcula que a nova medida resultará em renúncia fiscal de R$ 34,88 milhões por mês.

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