Japão: novos olhares para o varejo
A proposta da comitiva foi buscar referências para a realidade dos negócios brasileiros.
Depois de cinco dias de imersão no varejo japonês (de 22 a 26 de setembro), a missão do Sindilojas POA chegou ao fim com referências sobre experiência, inovação, comportamento do consumidor e novas formas de relacionamento.
Na avaliação do presidente Arcione Piva, uma das principais impressões da viagem foi perceber como tradição e modernidade convivem no varejo japonês. Ao mesmo tempo em que marcas nacionais e negócios tradicionais mantêm forte presença, lojas mais modernas apostam em cafés, atendimento personalizado, entretenimento, autosserviço e experiências exclusivas para atrair e fidelizar consumidores.
“Uma coisa que chamou muito a atenção foi a disputa pelo cliente. As marcas e os fornecedores fazem um esforço muito grande para impactar e conquistar esse consumidor. E, mesmo com toda a tecnologia, com o alto volume de máquinas de autosserviço, por exemplo, existe uma percepção muito forte de que o ser humano continua sendo essencial. O atendimento, o cuidado com as pessoas e a experiência fazem muita diferença”, destaca Arcione.
Outro aspecto observado foi a força das marcas próprias japonesas, a valorização de coleções e a oferta de produtos exclusivos, inclusive para assinantes. São estratégias que trabalham não apenas a venda, mas também o desejo de pertencer, descobrir e ter acesso a algo que não está disponível para todos.
A agenda reuniu ainda os vice-presidentes Tarcísio Pires Moraes e Rose Muller e a diretora Camila Petrucci. Entre os estabelecimentos visitados, a Yodobashi Camera, uma das maiores redes de varejo do Japão, reúne eletrônicos, eletrodomésticos, games, câmeras, informática, restaurantes e entretenimento em vários andares, com atendimento especializado. O aprendizado: a loja física precisa oferecer razões para o consumidor permanecer, e não apenas comprar.
Na Shimura Shoten, referência desde 1933 em produtos do cotidiano, artigos de cozinha, papelaria, presentes e itens típicos japoneses, outra perspectiva chamou atenção: mesmo produtos simples e presentes no dia a dia podem ganhar valor quando apresentados de forma cuidadosa e conectados à cultura e à experiência de compra.