Legislativo autoriza a instalação de paraciclos no comércio de Porto Alegre

A proposta foi defendida pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas). Esse apoio sinalizou a tendência dos vereadores a votar pela derrubada do veto do prefeito da Capital, o que acabou acontecendo

Na continuação de votações de vetos do Executivo a projetos da Câmara Municipal, os vereadores de Porto Alegre aprovaram ontem o projeto do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) que permite a instalação de paraciclos em calçadas e vaga de automóvel por parte de proprietários de estabelecimentos comerciais. Paraciclos são estacionamentos para bicicletas ao ar livre. O veto do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) foi derrubado com 32 votos a favor do projeto. Inicialmente, a base aliada votaria pela manutenção do veto, mas o líder do governo, Claudio Janta (SD), anunciou na tribuna que os vereadores estavam liberados a votar a favor do projeto. 

A proposta tinha sido aprovada juntamente com emenda do vereador Mauro Zacher (PDT), que condicionava a instalação dos paraciclos e bicicletários, da forma como estipulada no projeto original, à aprovação da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Na justificativa do veto, a prefeitura afirmava que poderia causar problemas de mobilidade. Contudo o vice-líder do governo na Câmara, vereador Moisés Barboza (PSDB), disse que a emenda de Zacher retirava os questionamentos prévios do Executivo em relação ao projeto. “Sem essa determinação de que precisaria da aprovação da EPTC, o projeto transformaria a cidade na Casa da Mãe Joana. Com a emenda, não tem motivo para manter o veto”, diz. Autor do projeto, Sgarbossa considera que a mudança por parte da base foi uma “revisão de posição, porque a emenda do Zacher já tinha sido aprovada juntamente”. 

Essa mudança de posição, segundo o vereador, se deve ao mérito do projeto e ao apoio por parte da bancada independente. Na semana passada, o projeto tinha recebido apoio do vereador Idenir Cecchim (PMDB), que se posicionou a favor da proposta após esta ter sido defendida pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas). Esse apoio sinalizou a tendência do bloco a votar pela derrubada do veto, o que acabou acontecendo. Antes da derrubada do veto, Sgarbossa comentou em discurso na tribuna sobre a morte de uma ciclista na noite de um domingo, atropelada por um motorista embriagado na avenida Salvador França, e ressaltou a necessidade de se discutir a expansão de ciclovias na Capital. O vereador Adeli Sell, colega de partido de Sgarbossa, defendeu o projeto, mas advertiu que o “amanhã” pode ser um problema para colocá-lo em prática, afirmando que a burocracia dentro da EPTC pode fazer com que a instalação dos paraciclos tome muito tempo.

Fonte: Jornal do Comércio

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